A maioria dos vereadores de Ariquemes rejeitou um pedido para convocar a prefeita Carla Redano e outros para explicar contratos investigados. Isso gerou críticas e dúvidas sobre se a Câmara está protegendo a prefeita em vez de fiscalizar.
Um pedido para chamar a prefeita Carla Redano, secretários e representantes de uma empresa para dar explicações sobre contratos que estão sendo investigados foi rejeitado pela maioria dos vereadores de Ariquemes. Essa decisão gerou muitas críticas e levantou suspeitas de que a Câmara pode estar protegendo a prefeita, em vez de fiscalizar o governo.
O requerimento foi apresentado pelo vereador Lano Matias (Mobiliza) e analisado na sessão desta segunda-feira (13). A proposta pedia a convocação da prefeita, de secretários municipais, da Controladoria, da Procuradoria-Geral do Município, do presidente da SML, do fiscal responsável pelos contratos e de um representante da empresa Millennium.
- Seis vereadores votaram contra a convocação da prefeita.
- Apenas três vereadores votaram a favor da convocação.
- Um vereador não votou porque estava ausente.
- O pedido pedia também documentos como contratos, notas fiscais e relatórios.
- A rejeição gerou críticas e questionamentos sobre a transparência da Câmara.
Além das convocações, o documento também pedia que a Prefeitura enviasse para a Câmara cópias de vários documentos, como contratos, aditivos, ordens de serviço, processos de licitação, notas fiscais e registros de fiscalização.
Apesar do pedido ser grande, o requerimento foi rejeitado por sete vereadores. Votaram contra: Renan Padeiro, Rosa da Saúde, Tiago Viola, Aguida Mayara, Eriques Santos e Jefferson Cardoso. Apenas Lano Matias, João Mendes e Rafaela Batista votaram a favor. O vereador Lucas Follador não participou porque estava ausente.
O que diz o vereador que fez o pedido
Na justificativa, Lano Matias disse que o objetivo era fortalecer o papel de fiscalização da Câmara, garantindo transparência e acesso às informações sobre os contratos investigados.
Com a rejeição, a Câmara deixa de usar, por enquanto, uma ferramenta importante de fiscalização que permitiria aos vereadores ouvir os responsáveis e tirar dúvidas com a sociedade.
Críticas e possível proteção política
A decisão da maioria gerou críticas de pessoas que defendem um controle mais rigoroso sobre as ações do governo. Para esses observadores, ao impedir a convocação das autoridades e o acesso aos documentos, o Legislativo passa a impressão de que está protegendo a administração municipal, justamente quando os contratos estão sendo investigados.
É importante lembrar que existir investigações não significa que houve irregularidades ou que os envolvidos são culpados. No entanto, especialistas em administração pública apontam que, nessas horas, a fiscalização das câmaras municipais é ainda mais importante para garantir transparência e confiança da população.
O questionamento do vereador
Ao comentar a rejeição, Lano Matias fez uma pergunta sobre o papel do Legislativo: "Até que ponto vale a fidelidade política quando uma administração pública está sendo investigada pela Polícia Federal Esse é um questionamento que a sociedade tem o direito de fazer. Em uma democracia, o papel dos representantes eleitos é fiscalizar os atos do Executivo, garantindo transparência e respeito ao interesse público. Investigações não significam condenação, mas reforçam a importância da fiscalização e do debate público."
Essa votação passa a fazer parte do debate político em Ariquemes, principalmente por causa das investigações em andamento. Para parte da população e da oposição, a rejeição do pedido reforça a impressão de que a prefeita Carla Redano está sendo protegida. Já os vereadores que votaram contra não deram explicações detalhadas durante a votação.
O caso mostra o conflito entre o dever de fiscalizar do Legislativo e a base de apoio do Executivo, uma discussão que deve continuar acompanhando os próximos passos das investigações e a cobrança da sociedade por transparência.

Acir Pauta Diária


