O secretário-geral afastado da Assembleia Legislativa de Rondônia é visto como uma pessoa muito importante nos bastidores políticos. Se ele decidir fazer um acordo de delação premiada (contar tudo o que sabe para a polícia em troca de benefícios), isso pode assustar e prejudicar muitos políticos importantes do estado.
A prisão do secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia, Rogério Gago da Silva, conhecido como "Tigrão", pela Polícia Federal durante a Operação Reduto, aumentou a expectativa sobre o que pode acontecer na investigação. Muita gente já está falando que ele pode fazer um acordo de delação premiada, o que poderia prejudicar pessoas importantes da política do estado.
Ele foi preso por ordem do Tribunal de Justiça de Rondônia e é suspeito de participar de um esquema de fraudes em licitações (contratos públicos), desvio de dinheiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A operação também cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Rondônia e no Amazonas, afastou 11 servidores públicos e bloqueou bens e criptomoedas dos investigados.
- Rogério Gago é o secretário-geral da Assembleia, um cargo muito importante que lida com deputados e empresários.
- A Polícia Federal investiga um esquema que pode ter desviado mais de R$ 9 milhões.
- As suspeitas incluem fraudes em licitações e a prática de "rachadinha", que é quando funcionários fantasmas devolvem parte do salário para políticos.
- O presidente da Assembleia, deputado Alex Redano, também é investigado e está preocupado com o que pode vir a tona.
- A defesa de Rogério Gago diz que ele é inocente e que acredita na Justiça.
Nos bastidores da política de Porto Velho, cresce a opinião de que, se Rogério Gago fizer um acordo de delação premiada com as autoridades, novas informações podem surgir sobre o funcionamento do esquema suspeito. Até agora, não há confirmação de que ele esteja negociando ou tenha fechado qualquer acordo.
Por ocupar um dos cargos mais importantes da Assembleia Legislativa, Rogério Gago tinha contato direto com deputados, servidores, empresários e agentes políticos, sendo considerado um dos principais articuladores administrativos da Casa. Essa posição faz com que uma possível delação seja vista por analistas políticos como capaz de aumentar muito o alcance das investigações.
Operação investiga contratos e suspeita de "rachadinha"
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2024 depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de investigados ligados a uma empresa de Manaus que tinha contratos públicos em Rondônia.
A PF afirma que o grupo atuaria em duas frentes:
- suspeita de direcionamento de licitações e contratos públicos na cidade de Ariquemes;
- desvio de dinheiro público por meio de depósitos em contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, prática investigada como "rachadinha".
As movimentações financeiras investigadas passariam de R$ 9 milhões.
Bastidores sob tensão
A operação atingiu diretamente o centro administrativo da Assembleia Legislativa e colocou sob pressão o presidente da Casa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos), também alvo das investigações. O clima entre parlamentares e servidores é de cuidado, diante da possibilidade de novos acontecimentos.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a investigação teria reunido elementos como interceptações telefônicas e outros meios de prova autorizados pela Justiça. No entanto, o conteúdo dessas investigações permanece em segredo e não foi divulgado oficialmente pela Polícia Federal.
Defesa
A defesa de Rogério Gago informou que confia no Poder Judiciário e reafirmou a presunção de inocência do secretário-geral. Os advogados também destacaram que não foram apreendidos materiais ilegais durante o cumprimento das medidas judiciais.
Já a Assembleia Legislativa de Rondônia informou, em nota, que mantém mecanismos de controle interno, fiscalização e governança, ressaltando que seus processos licitatórios são públicos e estão disponíveis no Portal da Transparência. A Casa, no entanto, não comentou especificamente a prisão do secretário-geral.
Até o momento, não existe confirmação oficial de qualquer negociação de acordo de delação premiada envolvendo Rogério Gago da Silva. A possibilidade de uma delação é tratada apenas como hipótese nos meios políticos e não foi confirmada pela defesa, pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público.

Acir Pauta Diária


