A criação da CPI dos Consignados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso ainda não tem acordo entre os deputados. A deputada Janaina Riva busca assinaturas, mas alguns parlamentares querem esperar o resultado da investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O deputado Paulo Araújo, por exemplo, disse que só vai decidir após ver o relatório final da Câmara Técnica do TCE, que investiga denúncias de irregularidades em empréstimos consignados de servidores públicos.
A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ainda não tem acordo entre os deputados estaduais. Enquanto a deputada Janaina Riva (MDB) tenta juntar as assinaturas necessárias para abrir a comissão, parte dos parlamentares prefere esperar o fim da investigação técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
- A CPI quer investigar empréstimos consignados de servidores públicos, que podem ter cobranças indevidas e abusivas.
- O deputado Paulo Araújo (Republicanos) disse que só vai decidir se apoia a CPI depois de ver o relatório final do TCE.
- Ele teme que a CPI seja usada para fins políticos, especialmente em ano de eleição.
- O TCE montou uma Câmara Técnica com representantes de vários órgãos para investigar o caso tecnicamente.
- Janaina Riva continua fazendo campanha para conseguir as assinaturas necessárias para abrir a CPI.
Um dos deputados que pensa assim é Paulo Araújo (Republicanos). Nesta quarta-feira (8), ele disse que ainda não foi procurado para assinar o pedido e que vai esperar o relatório final da Câmara Técnica criada pelo TCE antes de decidir se apoia ou não a abertura da CPI.
Segundo ele, a investigação do Tribunal reúne representantes do próprio TCE, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa e auditores especializados. O objetivo é apurar tecnicamente as denúncias sobre empréstimos consignados contratados por servidores públicos estaduais.
Não fui procurado. É um assunto que estou acompanhando, principalmente pela mídia. Assim que nós, deputados, tivermos ciência daquilo que foi constatado no relatório final do Tribunal de Contas, aí sim vou decidir o que nós vamos fazer, afirmou.
Paulo Araújo destacou que, se o documento apontar indícios fortes de corrupção ou outras irregularidades, não vê motivos para os parlamentares não apoiarem a instalação da comissão.
Se de fato houver indícios claros de esquema de corrupção, acho que todos os deputados vão assinar. Agora, já existe uma Câmara Técnica muito séria acontecendo. Vamos criar uma CPI política para investigar aquilo que já está sendo investigado de forma técnica, questionou.
O deputado também mostrou preocupação com uma possível politização do tema, especialmente em um cenário pré-eleitoral. Para ele, a discussão deve ser baseada em dados técnicos e não em disputas políticas.
Estamos em um momento político. Alguns se apropriam dessa ferramenta como oposição, e eu não quero ser contaminado por isso. Prefiro aguardar o resultado de um trabalho realizado por técnicos do que discutir politicamente, declarou.
A CPI dos Consignados tem como objetivo investigar possíveis irregularidades em contratos de empréstimos consignados firmados por servidores estaduais. Entre as denúncias estão descontos considerados indevidos nos contracheques, cobranças abusivas e a atuação de instituições financeiras credenciadas para operar essa modalidade de crédito.
Enquanto Janaina Riva mantém a mobilização para conquistar as assinaturas necessárias, a posição de deputados como Paulo Araújo mostra que a conclusão do relatório da Câmara Técnica do TCE-MT pode ser decisiva para definir o futuro da investigação no Legislativo estadual.

Acir Pauta Diária


