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Valdemar acaba com presidência do PL Mulher para evitar briga interna

Política 08/07/2026 18:00 Redação bahianoticias.com.br

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, decidiu acabar com o cargo de presidente nacional do PL Mulher depois que Michelle Bolsonaro saiu. Ele não quer escolher outra mulher para o lugar porque tem medo de causar discussões e desentendimentos dentro do partido.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que não pretende indicar uma nova presidente para o PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro do comando do segmento. Segundo o dirigente partidário, a solução encontrada para preencher o vazio deixado pela ex-primeira-dama e evitar conflitos internos é extinguir a presidência nacional do órgão.

  • Valdemar cancelou o cargo de presidente do PL Mulher para evitar brigas entre as mulheres do partido.
  • Michelle Bolsonaro deixou o comando do PL Mulher, e ninguém vai substituí-la.
  • O presidente do PL disse que escolher uma nova líder poderia causar insatisfação entre as deputadas.
  • Valdemar elogiou Michelle, dizendo que ela tem grande poder de comunicação e boa imagem.
  • As portas do partido continuam abertas para Michelle, caso ela queira voltar.

Ao justificar a decisão de não escolher uma substituta entre as congressistas do partido, Valdemar alegou ao jornal O Globo que a escolha poderia gerar insatisfação coletiva. "Você já imaginou Se a gente colocar uma, você sabe, mulher, como é que é, né Arruma um inguiço com 20", diz o presidente da legenda.

Apesar da fala, Valdemar teceu elogios à bancada feminina do PL, composta por 17 deputadas federais, qualificando-as como "excelentes" e "muito melhores do que os homens". No entanto, ponderou que nenhuma delas reúne as características de liderança de Michelle Bolsonaro.

Por que Valdemar não quer escolher ninguém

"Nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada", avalia. Questionado sobre nomes de destaque na sigla, como as deputadas federais Bia Kicis (PL) e Caroline de Toni (PL), frequentemente cotadas para liderar o grupo, o dirigente reiterou a preferência por não apontar uma sucessora para blindar o partido de disputas internas.

Ele ponderou, contudo, que as portas seguem abertas para a antiga ocupante do cargo: "Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser".