O deputado estadual Diego Castro (PL) afirmou que a ação judicial que o obrigou a apagar vídeos de uma fiscalização em uma escola municipal de Santo Amaro só aumentou sua vontade de continuar fiscalizando. Ele disse que isso mostra que o governo tem coisas a esconder e que a decisão afeta não só ele, mas todos os deputados. A declaração foi dada em uma entrevista nesta segunda-feira (6).
O deputado estadual Diego Castro (PL) afirmou que a ação judicial que determinou a retirada de vídeos de uma fiscalização realizada em uma escola municipal de Santo Amaro só aumentou sua vontade de continuar fiscalizando. A declaração foi dada nesta segunda-feira (6), durante uma entrevista.
- A justiça mandou o deputado apagar vídeos que gravou em uma escola de Santo Amaro.
- Diego Castro é do Partido Liberal (PL) e costuma fazer fiscalizações em escolas e hospitais.
- A prefeitura de Santo Amaro entrou com o processo, dizendo que o deputado expôs servidores e alunos.
- Se ele descumprir a ordem, terá que pagar uma multa de R$ 50 mil por cada minuto de gravação.
- O caso também foi enviado para o Ministério Público da Bahia investigar.
Segundo o deputado, a decisão da Justiça não é apenas contra ele, mas atinge o trabalho de todos os vereadores e deputados que fiscalizam o governo. "Isso serve de motivação maior. Se estão proibindo algo que é direito nosso, com certeza tem muitas coisas a esconder", disse ele.
Diego Castro também afirmou que fiscalizar é uma das principais funções de um deputado estadual. Ele disse que impedir esse trabalho cria um problema para todos os políticos, não importa quem está no poder. "Um deputado indo lá fiscalizar é mais nocivo do que a carnificina que eles fazem", criticou.
O deputado falou ainda sobre a decisão que o impede de gravar em escolas municipais de Santo Amaro sem autorização da Assembleia Legislativa e sem avisar a prefeitura antes. Ele lembrou que a multa para quem desobedecer é muito alta: R$ 50 mil por minuto de gravação.
Fiscalizações em hospitais
Durante a entrevista, o deputado também lembrou de outras fiscalizações que fez em unidades de saúde. Ele disse que encontrou pacientes esperando em corredores e falta de remédios, como os usados para tratar derrame (AVC). Para ele, mostrar esses problemas faz parte do trabalho de fiscalização.
A decisão judicial foi dada no fim de junho, depois que a Prefeitura de Santo Amaro entrou com uma ação. A prefeitura disse que o deputado expôs servidores e alunos de forma indevida durante sua visita ao Centro Educacional Municipal Governador Luiz Viana Filho. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Eduarda Pinto / Bahia Notícias


