06 de julho de 2026

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Governo da Bahia acelera projetos importantes antes do prazo eleitoral

Política Eleições 06/07/2026 09:00 Fernando Duarte, Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Na última semana, o governo da Bahia apressou várias inaugurações e entregas para cumprir o prazo eleitoral, que proíbe o uso da máquina pública como plataforma de campanha. Isso gerou uma corrida contra o tempo, com eventos como o marco da ponte Salvador-Itaparica e a reabertura do Teatro Castro Alves, que levantaram críticas da oposição e do setor cultural.

A última semana foi marcada por uma série de entregas e inaugurações para quem é candidato no próximo mês de outubro. Esse foi o limite estabelecido no calendário eleitoral para tentar impedir o uso da máquina pública como plataforma de campanha. O resultado, na Bahia, gerou uma sucessão de eventos que, claramente, foram antecipados para se ajustar à limitação jurídica. E a oposição tentou tensionar alguns episódios.

  • O governo baiano acelerou obras para cumprir o prazo eleitoral de 6 de julho, evitando usar a máquina pública como palanque.
  • A 'estaca' da ponte Salvador-Itaparica virou um símbolo de campanha, gerando críticas da oposição sobre a pressa.
  • A reabertura do Teatro Castro Alves (TCA) com a presença do presidente Lula causou desconfortos entre artistas e o governo.
  • A oposição, liderada por ACM Neto, atacou as promessas do governo, enquanto o ex-ministro Rui Costa respondeu com duras críticas.
  • Apesar das inaugurações, o governo pode enfrentar mais dificuldades eleitorais do que esperava, devido à forma apressada como lidou com os projetos.

O 'improviso' mais visível, sem dúvida, foi a estaca da ponte Salvador-Itaparica. Em um canteiro de obras ainda por terminar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva posou para fotos com aliados baianos. O que era para ser apenas festa virou plataforma para os adversários, diante das declarações prévias do entorno do governador Jerônimo Rodrigues. A 'estaca' que seria da ponte, até poucos meses, era da plataforma que seria utilizada para a construção do equipamento. Agora, com a pressão eleitoral, virou marco simbólico da ponte em si.

A reação da oposição

O bate-cabeça ficou evidente pelas reações às críticas da oposição. E os ataques não ficaram restritos a ACM Neto (União) e seu entorno direto. Mesmo o pré-candidato Romeu Zema (Novo) tentou surfar nas promessas extensas de que a ponte vai sair do papel. A resposta foi o raso discurso de que 'a oposição torce contra a ponte e contra a Bahia'. Se Jerônimo segue sem virulência, o ex-ministro Rui Costa passou do tom para o contra-ataque. A troca de farpas entre Rui e ACM Neto no Dois de Julho foi uma amostra do que esperar do período eleitoral em si.

Os problemas no Teatro Castro Alves

Mesmo a reinauguração do Teatro Castro Alves (TCA), que tinha tudo para ser um marco para o investimento em cultura e era prevista há bastante tempo, também teve seus percalços. A presença de Lula, cujo cerimonial é bem mais restritivo, acabou gerando desconfortos, que ficarão sob as coxias, por medo de retaliações. O setor cultural, que sempre se manteve às turras com o secretário Bruno Monteiro, teceu críticas veladas à pressa para entregar o TCA, com alguns detalhes a serem concluídos. Com a pauta aberta, é preciso ver quando fomentadores culturais não estatais vão conseguir estar na Sala Principal.

Agora, com restrições do 'defeso eleitoral', será o momento de observar se a percepção do eleitor sobre as realizações do governo realmente funcionaram. A julgar pela forma ligeiramente atabalhoada que lidaram com as inaugurações recentes, pode ser que o governo tenha mais trabalho do que seria esperado.