O governo de Mato Grosso está estudando um projeto que permite que costureiras e costureiros trabalhem de casa, transformando suas residências em pequenas fábricas de roupas. A ideia é usar o algodão produzido no estado para fazer roupas e outros produtos, gerando mais empregos e renda para as famílias.
Um projeto em discussão no governo de Mato Grosso quer incentivar a instalação da indústria da costura dentro das casas dos trabalhadores. A ideia é transformar as residências em pequenas unidades de produção têxtil. A proposta busca gerar emprego, aumentar a renda das famílias e dar mais valor ao algodão produzido no estado, que hoje é vendido, em grande parte, como matéria-prima.
A informação foi dada pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) durante entrevista ao podcast Política de Primeira. Segundo ele, a iniciativa está sendo discutida com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e com o vice-governador Otaviano Pivetta.
- O projeto quer que costureiras trabalhem de casa, como se fosse uma pequena fábrica
- Mato Grosso é um dos maiores produtores de algodão do Brasil, mas não transforma o algodão em roupa
- Hoje, o algodão vai para outros lugares, como a China, e volta como produto acabado
- A ideia é criar cooperativas para organizar o trabalho e gerar mais empregos
- O governo já deu incentivos fiscais para o setor têxtil, mas quer ir além
De acordo com o deputado, a proposta não prevê a criação de grandes fábricas centralizadas. A ideia é estruturar polos têxteis por meio de cooperativas, permitindo que costureiras e costureiros executem parte da produção diretamente de suas residências.
"A ideia que o Otaviano tem é tornar a casa da trabalhadora, a casa da senhora, a casa do senhor que queira trabalhar com a costura, tornar a sua casa uma pequena indústria", afirmou Diego Guimarães.
O deputado explicou que Mato Grosso já é um dos maiores produtores de algodão do país, mas ainda perde parte da riqueza gerada porque a matéria-prima é enviada para outros estados e até para o exterior antes de retornar ao mercado em forma de roupas e outros produtos têxteis.
"Hoje nós somos produtores de algodão e não beneficiamos esse algodão. Esse tecido está saindo daqui, está indo para a China para voltar como um produto acabado", disse.
Segundo Diego, o objetivo é fortalecer a indústria local e criar oportunidades permanentes de trabalho. Ele destacou que o Estado lançou recentemente incentivos fiscais voltados ao setor têxtil, mas defendeu que a industrialização é o caminho para transformar o crescimento econômico em geração de renda. "O que nós queremos é gerar oportunidade, porque as oportunidades criadas são sustentáveis, permanentes e realmente transformam a questão social", afirmou.
O parlamentar não informou quando o projeto deverá ser lançado oficialmente nem quais municípios poderão receber os primeiros polos têxteis. Segundo ele, as discussões ainda estão em andamento.

Diego Guimarães no podcast Política de Primeira. - Foto: Primeira Página


