24 de junho de 2026

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Justiça deve manter Bolsonaro em prisão domiciliar

Política Bolsonaro 24/06/2026 10:22 Beatriz Manfredini e Matheus Alleoni | Jovem Pan jovempan.com.br

Aliados do ex-presidente dizem que ele está cumprindo as regras e que o caso está mais tranquilo do que antes. A defesa pediu a prorrogação da prisão domiciliar por causa de problemas de saúde.

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser mantida nas próximas semanas. Essa é a avaliação de pessoas próximas a ele ouvidas pela coluna, que entendem que a situação atual é mais tranquila e exige menos intervenções de outras pessoas do que na primeira vez em que ele ficou preso em casa.

A Jovem Pan descobriu que, na avaliação da Polícia Federal, Bolsonaro tem cumprido as determinações impostas pela Justiça. Integrantes da corporação apontam que, desta vez, não houve episódios de grande repercussão como os registrados na primeira prisão domiciliar, quando manifestações em frente à casa do ex-presidente ganharam destaque, por exemplo.

  • Bolsonaro está preso em casa desde março de 2026, por decisão do STF.
  • A polícia acha que ele está cumprindo as regras da Justiça.
  • Uma arma foi apreendida com ele, mas o caso não foi considerado tão grave.
  • O STF acha que soltar Bolsonaro agora pode atrapalhar as eleições de 2026.
  • A defesa pediu para ele ficar em casa por causa de problemas de saúde.

O episódio envolvendo a apreensão de uma arma registrada no nome do ex-presidente durante uma blitz de trânsito também é tratado de forma diferente nos bastidores por pessoas ligadas à investigação. O entendimento é que Bolsonaro deveria ter comunicado a existência do armamento, mas a situação não foi considerada tão grave quanto outros episódios, como a tentativa de retirar a tornozeleira eletrônica que aconteceu na primeira prisão domiciliar.

O que pensa o Supremo Tribunal Federal

Além disso, nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), a avaliação é que uma eventual revogação da prisão domiciliar neste momento poderia causar mais desgaste para a Corte. Auxiliares afirmam que Bolsonaro vem cumprindo as regras impostas e que o caso ocorre em um período de pré-campanha eleitoral, o que poderia, além de causar turbulência na eleição de 2026, ajudar o filho dele, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A saúde de Bolsonaro

Outro fator citado é a existência de relatórios médicos que justificaram a concessão da medida. A leitura é que os documentos ainda sustentam a permanência do ex-presidente em casa. Na noite desta terça-feira (23), inclusive, a defesa de Bolsonaro pediu a prorrogação da sua prisão domiciliar humanitária, alegando que suas condições de saúde têm características permanentes e que o quadro clínico continua precisando de acompanhamento especializado e avaliação médica contínua.

Aliados mais calados

Diferentemente do que ocorreu antes, os aliados de Bolsonaro também têm agido menos diretamente no caso. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que participou das articulações na primeira prisão domiciliar, não pediu audiências com o ministro Alexandre de Moraes até o momento. A avaliação é que o assunto está mais resolvido e pode ser conduzido pela defesa do ex-presidente. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também não se envolveu diretamente nas discussões relacionadas ao caso nesta nova fase da prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre, desde novembro de 2025, pena de 27 anos e 3 meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado em 2022 para mantê-lo no poder mesmo depois da derrota nas eleições de 2022. A prisão domiciliar foi concedida por Moraes em março e pelo prazo de 90 dias, que se encerra nesta quinta-feira (25).