15 de junho de 2026

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Eduardo Bolsonaro quer romper aliança com partido Novo após críticas de Zema

Política Ruptura 15/06/2026 08:44 Folhapress noticiasaominuto.com.br

O deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu que seu partido, o PL, rompa todas as alianças com o partido Novo, depois que o pré-candidato à presidência Romeu Zema fez novas críticas a Flávio Bolsonaro por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master. A discussão aconteceu nas redes sociais e pode afetar alianças políticas em vários estados.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) disse neste sábado (13) que seu partido deveria romper todas as alianças com o partido Novo. Isso aconteceu depois que o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou novamente a relação de Flávio Bolsonaro (PL) com Daniel Vorcaro, que foi preso no escândalo do Banco Master.

  • Eduardo Bolsonaro disse que Zema critica Flávio por inveja e quer o rompimento total com o Novo.
  • Romeu Zema não se arrepende de criticar Flávio por pedir dinheiro a um banqueiro preso para fazer um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • O Novo recebeu doação de 1 milhão de reais da família Vorcaro em 2022, quando Zema foi reeleito governador de Minas Gerais.
  • Antes do escândalo, Zema era cotado para ser vice de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
  • Carlos Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, também já havia sugerido o rompimento com o partido Novo.

PL e Novo são aliados em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Goiás.

"Que postura vagabunda, critica Flávio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o partido Novo", escreveu Eduardo no X (antigo Twitter), respondendo a um vídeo com a fala de Zema.

A crítica de Zema a Flávio

Em entrevista ao site Brasil Paralelo publicada na sexta-feira (12), o ex-governador de Minas Gerais disse que não se arrepende das críticas que fez a Flávio na época em que foram reveladas conversas onde o pré-candidato do PL pede dinheiro ao banqueiro para financiar um filme sobre o pai Jair Bolsonaro.

"Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido da história do Brasil É difícil aplaudir quem esteve, quem conviveu com uma pessoa como ele. (...) Eu fiquei indignado, expressei minha indignação e não mudo em nada. Pra mim quem anda com bandido merece ser visto com cautela", disse Zema na entrevista.

A defesa do Novo

Quando perguntaram sobre a doação de 1 milhão de reais da família Vorcaro ao Novo em Minas, Zema afirmou que o partido nunca se comprometeu com nenhuma contrapartida.

"Essa doação aconteceu em 2022, foi para o partido Novo, num momento em que não havia nenhuma suspeita. Pelo que eu tenho conhecimento, ele doou valores muito mais altos para outros partidos. Devido ao partido Novo ser pequeno, ele doou só [R$] 1 milhão. Deveria ter doado mais, já que é o partido mais sério do Brasil", disse.

Segundo dados da prestação de contas do Novo ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o pai do dono do Banco Master, Henrique Moura Vorcaro, doou 1 milhão de reais para o diretório estadual do partido em Minas Gerais nas eleições de 2022, quando Zema foi reeleito governador.

O que mudou na aliança

Antes do vazamento dos áudios no caso do filme "Dark Horse" em maio, Zema era cogitado por aliados de Flávio Bolsonaro para uma possível posição de vice na campanha.

No dia 2 de junho, os pré-candidatos Flávio, Zema e Ronaldo Caiado (PSD) se encontraram em uma feira de agronegócios e firmaram uma parceria da direita contra a tentativa de reeleição do presidente Lula (PT).

O rompimento com o partido de Zema já havia sido sugerido no final de maio pelo pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL), também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e na primeira oportunidade vem mais uma facada! E não me venham falar que isto é pontual, pois não é. (...) Analisem e tirem vocês suas conclusões! Tudo tem muita permissão e casca de palmeira! Este sujeito está cada dia fazendo a chance de seu partido se desintegrar de forma brutal", escreveu Carlos no X.