Em Amambai, o juiz Diogo de Freitas mandou parar o processo contra a vereadora Rosa Linda Rodrigues (PSDB) depois que uma funcionária pública disse que foi pressionada a colocar informação falsa na ata de uma reunião. A servidora contou que a vereadora Cida Farias (MDB) queria que ela escrevesse que o vereador Runes de Oliveira (PSD) estava presente na reunião, mas ele estava em Campo Grande. O advogado da vereadora pediu a suspensão do processo, e o juiz concordou, mas não arquivou o caso de vez. A funcionária também disse que sofreu assédio moral e crise por ser neurodivergente.
Em Amambai, o juiz Diogo de Freitas, da 2ª Vara, mandou parar o processo contra a vereadora Rosa Linda Rodrigues (PSDB) na Câmara Municipal. Isso aconteceu depois que uma servidora pública contou que foi pressionada a colocar informação falsa na ata de uma reunião.
A servidora disse que a vereadora Cida Farias (MDB) a pressionou para registrar a presença do vereador Runes de Oliveira, o Sabão (PSD), em uma reunião de 14 de maio. Mas ele estava em uma agenda oficial em Campo Grande e não podia estar lá. O presidente da comissão, Paulo Sérgio Locutor (PP), e o vice Cassiano Cardozo (Novo) teriam aceitado a pressão.
- A servidora foi pressionada a colocar presença falsa de um vereador em reunião
- O vereador estava em Campo Grande, não na reunião
- O juiz suspendeu o processo por causa das provas da vereadora
- A servidora disse que sofreu assédio moral por ser neurodivergente
- O juiz não arquivou o caso, só parou temporariamente
O advogado Jorge Fernandes entrou com um pedido na Justiça para suspender os efeitos da ata e do processo, e também para arquivar o caso contra Rosa Linda.
O juiz achou que as alegações sobre o direito de defesa e a regularidade do processo precisam ser analisadas com cuidado, por causa das provas que a vereadora apresentou. Ele disse que se o processo continuasse, poderia causar problemas antes da decisão final.
Por outro lado, Diogo de Freitas não aceitou o pedido para arquivar o processo de uma vez. Ele só mandou parar os passos mais recentes da comissão.
Pressão e Assédio à Servidora
A própria Rosa Linda disse que o vereador Runes de Oliveira não estava na reunião. A servidora que secretariou o encontro também confirmou isso. Em uma reunião informal no dia 28 de maio, Cida Farias e a vereadora Ligia Borges (PP) teriam pressionado a servidora para incluir a presença falsa do vereador Sabão.
A servidora contou que foi coagida para validar a presença online de Sabão, mas o regimento da Câmara não permite isso. Ela também disse que sofreu "severo assédio moral" e uma "crise" por causa de sua condição neurodivergente, que é comprovada por um laudo médico.
Como a servidora se recusou a colocar a informação falsa sem comprovação, a pressão continuou. Mas ela mandou um documento formal para a diretora da Câmara, denunciando os fatos e o assédio moral que sofreu.
Com informações do site O Jacaré



