O pastor Silas Malafaia respondeu a primeira-dama Janja, que o chamou de 'insignificante'. Ele disse que o PT tem um 'demônio da mentira'. A briga começou por causa de uma reunião de Janja com mulheres evangélicas.
O pastor Silas Malafaia acusou a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, de distorcer uma fala dele sobre mulheres evangélicas. Ele disse que 'essa gente do PT tem o demônio da mentira'.
- Malafaia e Janja estão brigando desde agosto de 2024, quando ele criticou uma reunião dela com mulheres evangélicas.
- Janja disse que Malafaia a chamou de 'insignificante', mas ele nega e diz que falou 'sem expressão'
- Malafaia tem uma igreja com mais de 200 mil membros e é uma figura política influente.
- A briga é sobre quem controla a narrativa sobre as mulheres evangélicas, um grupo importante para as eleições.
- Malafaia prometeu publicar um vídeo sobre Janja em suas redes sociais.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo respondeu a declarações que Janja deu no 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, na segunda (8). A socióloga disse ali que ele teve 'a cara de pau de ir em uma rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes'.
A faísca reacendeu um confronto que remonta a agosto do ano passado, quando Janja se reuniu com fiéis da Igreja Coletivação em Ceilândia (DF), terra natal da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
'Insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante. Não importa se eu fiz uma reunião com duas, com três, com 200, com mil. O que importa é que eu conversei, o que importa é que eu ouvi', disse Janja quase um ano depois daquele encontro.
O que Malafaia disse antes
Na ocasião, Malafaia ironizou a reunião na igreja de Ceilândia, 'arrumada com gente que não tem nenhum pingo de expressão no mundo evangélico, nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico'. O site Metrópoles registrou sua reação na época. 'Eu conheço quem é quem no mundo evangélico. Não tem uma, uma de centenas de mulheres de expressão do mundo evangélico.'
A resposta de Malafaia
Malafaia afirmou à Folha de S.Paulo nesta terça (9) que a primeira-dama distorceu propositalmente falas antigas para criar um fato político. 'Essa gente do PT tem o demônio da mentira. Eu disse que ela estava fazendo reunião com mulheres que não tinham expressão, isto é, que não tinham liderança.'
Há uma 'diferença monumental', segundo o pastor, entre 'mulheres sem expressão' e 'insignificantes'. 'Uma mulher pode não ter expressão na sociedade, mas ser extremamente significante para sua casa, sua família e sua igreja. Eles deturpam para denegrir.'
A briga sobre o título
Malafaia também retrucou o ataque de Janja, usando a lógica da relevância política para rebater o rótulo de 'insignificante', e a recusa da primeira-dama em chamá-lo pelo título de pastor.
'Se eu sou insignificante, por que ela está me citando Eu sou pastor de verdade, real, de mais de 200 mil membros. O que ela pensa não muda a realidade. É a mesma coisa que eu dizer que não chamo o Lula de presidente. Gostando eu ou não, criticando ou não, ele é o presidente. Isso mostra o nível medíocre dessa gente. Na verdade, eles estão muito preocupados comigo.'
O pano de fundo dessa briga é o controle da narrativa sobre as mulheres evangélicas, um grupo demográfico crucial para as pretensões eleitorais da esquerda à direita. Malafaia disse que vai ainda publicar um vídeo sobre Janja em suas redes sociais.

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