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08 de junho de 2026

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Alerj aprova projeto que aumenta cotas raciais em concursos para 30%

Política Cotas 08/06/2026 15:24 Extra extra.globo.com

A Comissão de Constituição e Justiça da Alerj aprovou um projeto de lei que aumenta de 20% para 30% as vagas reservadas para pessoas negras, indígenas e quilombolas em concursos públicos do estado do Rio de Janeiro. A proposta ainda precisa passar por outras comissões e ser votada em plenário para se tornar lei.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 5.540/2025, que amplia de 20% para 30% a reserva de vagas raciais em concursos públicos no estado e inclui a população quilombola entre os beneficiários da medida.

  • As cotas para negros e indígenas passam de 20% para 30% das vagas em concursos públicos do estado do Rio
  • O projeto também inclui a população quilombola, que antes não era beneficiada
  • A proposta é do deputado Professor Josemar (Psol) e altera uma lei de 2011
  • O autor defende que a mudança acompanha a população do estado, que é maioria negra e parda
  • A lei federal já aumentou o percentual de cotas raciais em todo o país recentemente

O PL, de autoria do deputado Professor Josemar (Psol), altera a Lei 6.067/2011, que instituiu a política de reserva de vagas para negros e indígenas nos concursos públicos do estado.

Por que aumentar as cotas

Para o autor do texto, a ampliação proposta pelo projeto busca adequar a reserva à realidade demográfica do estado, cuja população é composta, majoritariamente, por pessoas negras e pardas, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O deputado acrescenta que a proposta alinha as diretrizes estaduais às implementadas pelo Congresso Nacional, que também aprovou a elevação do percentual de reserva de vagas raciais por meio da Lei federal 15.142/2025.

O que diz o autor do projeto

Na sua visão, "é uma questão de reparação":

Os negros foram libertos da escravidão sem direitos, estudos, empregos ou oportunidades. A cota foi a principal política pública para esse povo nos 138 anos de abolição da escravatura. Ampliar esse direito e incluir a população quilombola aumenta a justiça social.

Próximos passos

O projeto será analisado também pela Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião ou Procedência Nacional e aguarda parecer do grupo.

Para virar lei, é preciso que o PL seja aprovado pela Alerj e, posteriormente, sancionado pelo governador.