O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, quer manter o diálogo sobre as tarifas que os EUA podem aplicar em produtos brasileiros. A conversa aconteceu em Paris, durante uma reunião da OCDE. Os EUA sugeriram taxas de 25% sobre o Brasil e também incluíram o país em uma lista de 60 nações que podem sofrer tarifas menores por causa de trabalho forçado.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta quinta-feira (4) que ouviu do chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, que o governo americano está disposto a continuar dialogando com o Brasil sobre a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros.
Ele se aproximou de mim e conversamos. Ele disse que estava tendo ótimas conversas com o Brasil. Eu disse que era do nosso interesse ter conversas, sobretudo depois dos anúncios dos resultados dos relatórios das investigações sobre a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, disse.
- Os EUA querem taxar produtos brasileiros em 25%, uma proposta que pode encarecer itens como aço e café para os americanos.
- O Brasil está em uma lista de 60 países que podem levar taxas de 10% a 12,5% por causa de trabalho forçado, o que é uma acusação grave.
- O encontro entre Vieira e Greer foi rápido e aconteceu durante uma reunião da OCDE em Paris, na França.
- O Brasil já está pronto para negociar e tem um longo histórico de conversas com os EUA sobre comércio e outros assuntos.
- O presidente Lula também já falou sobre esses temas com o presidente americano Donald Trump em reuniões recentes.
Outro relatório recomenda tarifas de 10% ou 12,5% sobre um grupo de 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos por tolerância com trabalhos forçados. O Brasil está na lista.
Segundo o chanceler brasileiro, quando começaram a surgir essas questões de impostos americanos, o Brasil logo se dispôs a negociar. Temos um longo histórico de conversas, de reuniões bilaterais. Nós sempre estivemos dispostos a conversar, não só na área comercial, mas em outras áreas também, como o combate ao crime organizado.
Tais temas também foram levantados pelo presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas reuniões com o presidente americano, Donald Trump.

O chanceler brasileiro Mauro Vieira Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


