O senador Ciro Nogueira, do partido Progressistas, usou um apartamento de alto padrão em São Paulo que pertence ao banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso. A informação foi revelada pela revista Piauí, baseada em mensagens da Polícia Federal. A história mostra a relação próxima entre o político e o empresário, que incluiu ajuda com moradia e suspeitas de benefícios mútuos.
O senador Ciro Nogueira usou um apartamento de alto padrão que pertence ao banqueiro Daniel Vorcaro em São Paulo, depois que terminou o relacionamento com Flávia Rosalen. A informação foi divulgada pelo repórter Breno Pires, da Revista Piauí, com base em mensagens que a Polícia Federal conseguiu.
Em uma conversa no dia 2 de novembro de 2025, Ciro pediu para ficar no imóvel por mais três ou quatro meses. No áudio enviado a Vorcaro, o senador disse que tinha comprado um apartamento para a ex-companheira e estava esperando as obras terminarem para que ela pudesse se mudar e ele pudesse voltar para o seu imóvel no Hotel Fasano.
Não quero abusar da sua boa vontade, não, disse o parlamentar ao banqueiro, segundo a reportagem.
- Ciro Nogueira usou um apartamento do banqueiro Daniel Vorcaro em São Paulo após terminar o namoro.
- O pedido foi feito por áudio, onde Ciro disse que não queria abusar da boa vontade.
- Vorcaro respondeu que o senador não precisava se preocupar com isso.
- As mensagens fazem parte de uma investigação da Polícia Federal sobre a relação entre os dois.
- O custo total dos benefícios que o banqueiro deu ao senador pode chegar a R$ 1.849.201, segundo a PF.
Na resposta, Vorcaro perguntou se Ciro estava falando do apartamento onde já estava hospedado ou se precisava de outro imóvel. Depois que Ciro explicou, o banqueiro disse que o senador não precisava se preocupar com a situação. Relaxa com isso, respondeu.
As mensagens fazem parte do material que a Polícia Federal analisa na investigação sobre a relação entre o senador e o empresário. Em uma decisão que autorizou uma nova fase das apurações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça disse que há indícios de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, que vai além de uma simples amizade.
A reportagem da Piauí também cita outras suspeitas que a PF está investigando, incluindo uma sociedade empresarial entre empresas ligadas aos dois, pagamentos que os investigadores chamam de possíveis mesadas e viagens pagas pelo banqueiro. A revista afirma que o custo total chegou a R$ 1.849.201, valor que a PF calculou nas investigações sobre a proximidade entre o senador e o banqueiro.

Fotos: Banco Master / Marcelo Camargo / Agência Brasil



