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04 de junho de 2026

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PL vai receber mais dinheiro do fundo eleitoral para as eleições

Política Eleições 04/06/2026 09:34 André Richter - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai distribuir R$ 4,9 bilhões entre 30 partidos para as eleições de 2026. O Partido Liberal (PL) vai ficar com a maior parte, R$ 881 milhões. O PT vem em segundo lugar, com R$ 615 milhões, e o União Brasil em terceiro, com R$ 526 milhões. Juntos, esses três partidos vão receber quase metade de todo o dinheiro do fundo. A divisão do dinheiro segue regras da lei eleitoral, que considera o número de votos e de deputados que cada partido tem.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (3) que serão distribuídos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para os 30 partidos que vão disputar as eleições de outubro.

O PL vai receber R$ 881 milhões e será a legenda com a maior fatia do fundo. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$ 615 milhões. Em seguida, aparece o União, com R$ 526 milhões. As três legendas vão receber cerca de 40% dos recursos.

  • O dinheiro do fundo eleitoral é público e serve para financiar as campanhas políticas.
  • O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, vai receber a maior quantia: R$ 881 milhões.
  • Os três maiores partidos (PL, PT e União) vão ficar com quase metade de todo o dinheiro.
  • A divisão do fundo segue uma regra que leva em conta o número de votos e deputados de cada partido.
  • O fundo eleitoral foi criado depois que o Supremo proibiu empresas de financiar campanhas.

O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.

O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleições. O repasse foi criado pelo Congresso em 2017 após a decisão do Supremo, que, em 2015, proibiu o financiamento das campanhas por empresas privadas.

Além do Fundo Eleitoral, os partidos também contam com o Fundo Partidário, que é distribuído anualmente para manutenção das atividades administrativas.