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29 de maio de 2026

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Trump precisava dar algo para a direita brasileira, dizem petistas

Política Trump 29/05/2026 10:27 Bruno Pinheiro jovempan.com.br

O governo dos Estados Unidos decidiu classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Isso aconteceu dois dias depois que o senador Flávio Bolsonaro se encontrou com Donald Trump na Casa Branca. Nos bastidores do governo brasileiro, aliados do PT acreditam que essa foi uma forma de Trump compensar a direita brasileira pelo encontro que teve com Lula. Agora, o governo Lula precisa lidar com as consequências dessa decisão, que tentou minimizar em público.

O anúncio dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas veio dois dias após o senador Flávio Bolsonaro ser recebido por Donald Trump na Casa Branca. A coincidência não passou despercebida nos corredores do Palácio do Planalto.

  • Os EUA classificaram PCC e Comando Vermelho como terroristas dois dias após Flávio Bolsonaro visitar Trump.
  • Petistas acham que Trump precisou dar um presente à direita brasileira para equilibrar as coisas.
  • Governo brasileiro acha que a família Bolsonaro pode ter influenciado a decisão nos bastidores.
  • Nas redes sociais, o governo critica Flávio Bolsonaro, mas na prática a decisão já aconteceu.
  • Agora o governo Lula precisa enfrentar as consequências de uma medida que tentou minimizar.

O titular desta coluna apurou que uma ala do PT com influência relevante dentro do governo trabalha com a leitura de que a decisão já era esperada. O raciocínio interno é o seguinte: a imagem de Lula com Trump foi poderosa demais. Almoço, reunião de quase três horas, foto. Era questão de tempo até Washington precisar compensar o gesto com um aceno ao bolsonarismo.

Nos bastidores, nomes próximos ao governo não têm descartado que a família Bolsonaro possa ter tido papel ativo na decisão, influenciando o secretário de Estado Marco Rubio a aplicar a classificação. Ninguém diz isso em público. Mas tampouco ninguém descarta.

Reação do governo nas redes sociais

Nas redes sociais, porém, o discurso é outro. A ala governista tem criticado com dureza a agenda de Flávio na Casa Branca e minimizado o encontro com Trump. O principal argumento circulando entre aliados do governo é a foto divulgada após o encontro, na qual Trump permaneceu sentado ao ser fotografado ao lado do pré-candidato à presidência. Para o Planalto, o gesto diz tudo sobre o peso real da reunião.

O problema é que a classificação das facções veio. E agora o governo precisa lidar com as consequências de uma decisão que, publicamente, escolheu minimizar.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.