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28 de maio de 2026

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Eleições 2026: o papel das redes sociais na campanha eleitoral

Política 27/05/2026 22:04

Eleições 2026: o papel das redes sociais na campanha eleitoral. Regulamentação do TSE, impulsionamento, combate à desinformação, WhatsApp, Telegram e o impacto dos algoritmos.

As redes sociais se consolidaram como um dos principais palcos da disputa eleitoral nas Eleições 2026. Com o brasileiro passando em média mais de 3 horas por dia em plataformas digitais, a campanha online ganhou relevância equivalente — e em alguns casos superior — à propaganda tradicional no rádio e na televisão.

A transformação da comunicação política

Desde as eleições de 2018, as redes sociais vêm ganhando espaço crescente nas estratégias de campanha. Em 2026, essa tendência se acentua com o uso de novas ferramentas e formatos, como lives, podcasts, vídeos curtos (formato Reels/Shorts/TikTok) e aplicativos de mensageria.

As campanhas investem pesado em produção de conteúdo digital, com equipes dedicadas exclusivamente à gestão de redes sociais, criação de memes, produção de vídeos virais e gestão de comunidades online.

Regulamentação das plataformas

Para as Eleições 2026, o TSE estabeleceu novas regras para a propaganda eleitoral nas redes sociais. O impulsionamento de conteúdo é permitido, mas com identificação obrigatória do contratante. As plataformas devem manter um repositório público de anúncios eleitorais com informações detalhadas sobre valores e segmentação.

O disparo em massa de mensagens por robôs ou contas automatizadas continua proibido, e as plataformas são obrigadas a implementar mecanismos de detecção e remoção de contas falsas. A propaganda negativa ou difamatória também é proibida, sujeita a multa e remoção.

Algoritmos e bolhas informacionais

Um dos temas mais debatidos é o papel dos algoritmos das redes sociais na formação de bolhas informacionais. Os algoritmos tendem a mostrar aos usuários conteúdos que reforçam suas crenças e opiniões, o que pode polarizar ainda mais o debate político e dificultar o diálogo entre diferentes visões.

Para mitigar esse efeito, as plataformas anunciaram mudanças em seus algoritmos durante o período eleitoral, priorizando conteúdos de veículos de imprensa confiáveis e reduzindo o alcance de páginas que compartilham desinformação recorrente.

WhatsApp e Telegram: as novas praças eleitorais

Os aplicativos de mensageria, especialmente WhatsApp e Telegram, se tornaram canais essenciais de campanha. As listas de transmissão, grupos temáticos e canais oficiais permitem que candidatos se comuniquem diretamente com eleitores sem o filtro dos algoritmos.

No entanto, esses mesmos canais são usados para disseminar desinformação. O TSE firmou parcerias com as plataformas para criar canais oficiais de verificação de informações e facilitar a denúncia de conteúdos suspeitos.

Engajamento autêntico vs. artificial

A compra de seguidores, curtidas e engajamento artificial é expressamente proibida pela legislação eleitoral. Os candidatos que utilizarem esses mecanismos podem ter as contas suspensas e serem investigados por abuso de poder econômico. A transparência digital é um dos pilares da campanha limpa em 2026.