Saiba como funciona a urna eletrônica brasileira nas Eleições 2026: sistema de votação, segurança, inovações tecnológicas, identificação biométrica e processo de auditoria.
A urna eletrônica é um dos símbolos da democracia brasileira e tem sido alvo de debates e questionamentos nos últimos anos. Para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou atualizações e melhorias no sistema, reforçando a segurança e a transparência do processo de votação.
Como a urna eletrônica funciona
A urna eletrônica brasileira foi desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e estreou nas eleições de 1996. Desde então, o equipamento passou por diversas atualizações tecnológicas.
O funcionamento é simples: o eleitor digita o número do candidato ou partido, confirma a foto e o nome na tela, e aperta "Confirma" para registrar o voto. O equipamento não está conectado à internet, o que impede ataques remotos. Os votos são armazenados em uma memória criptografada e, após o encerramento da votação, são transmitidos para a central de apuração por meio de uma rede privada e criptografada.
Inovações para 2026
Para as Eleições 2026, o TSE implementou as seguintes novidades nas urnas eletrônicas:
- Identificação biométrica aprimorada: Novos leitores de digitais mais rápidos e precisos
- Voto por áudio: Melhorias no sistema de áudio para eleitores com deficiência visual
- Código-fonte auditável: O código das urnas será disponibilizado para auditoria pública com antecedência
- Testes públicos de segurança: Especialistas independentes poderão testar o sistema em busca de vulnerabilidades
Segurança e auditoria
O sistema eletrônico de votação brasileiro passa por um rigoroso processo de auditoria antes de cada eleição. O Teste Público de Segurança (TPS) é realizado com a participação de especialistas independentes que tentam encontrar vulnerabilidades no sistema.
Além disso, o Boletim de Urna (BU) é impresso ao final da votação em cada seção eleitoral e pode ser conferido por partidos, candidatos e fiscais. O Registro Digital do Voto (RDV) armazena os votos de forma anônima e embaralhada, permitindo a recontagem eletrônica sem violar o sigilo do voto.
Votação em trânsito
A urna eletrônica também permite a votação em trânsito para eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral. Em 2026, o TSE ampliou o número de cidades com seções eleitorais especiais para receber eleitores em trânsito.
A urna eletrônica brasileira é um dos sistemas de votação mais seguros e auditáveis do mundo, com mais de 25 anos de uso sem qualquer comprovação de fraude.
TSE — Site oficial



