Uma nova operação da Polícia Federal contra o ex-governador Cláudio Castro fez o Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro repensar se ele continua como candidato ao Senado. Nos bastidores, políticos do partido acham que o desgaste é grande demais e pode atrapalhar as campanhas do partido.
A 8ª fase da operação da Polícia Federal que mirou nesta manhã o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) reabriu, em silêncio, uma discussão que o partido vinha empurrando para debaixo do tapete: a permanência do nome dele como candidato ao Senado.
- PF na casa: A Polícia Federal fez uma operação de busca contra Cláudio Castro nesta manhã, ligada ao caso Master.
- Partido dividido: O PL do Rio ainda não tem uma decisão fechada sobre manter ou não a candidatura de Castro ao Senado.
- Desgaste grande: Políticos do partido, em conversas privadas, avaliam que o desgaste de Castro é grande demais para continuar.
- Risco para outros: Há o medo de que a situação de Castro atrapalhe a campanha de Douglas Ruas para o governo e a de Flávio Bolsonaro para presidente.
- Líder desconversa: O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse em público que é amadorismo discutir o futuro de Castro agora, mas nos bastidores o assunto já está sendo tratado.
A coluna apurou que o diretório fluminense do PL não tem, neste momento, posição fechada sobre seguir bancando a candidatura. A cúpula nacional, segundo interlocutores ouvidos sob reserva, sequer se reuniu para tratar do impacto da nova fase da operação, que volta a respingar no entorno bolsonarista após o caso Master.
Reservadamente, caciques do PL fluminense já trabalham com a leitura de que o desgaste de Castro não cabe mais no projeto. A avaliação que circula entre aliados é de que o nome do ex-governador chegou ao limite, que o desgaste se tornou grande demais para sustentar e que a permanência dele no palanque contamina, em vez de somar, à campanha do pré-candidato ao governo Douglas Ruas e à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Há quem fale, em conversas reservadas, em risco real para as duas campanhas caso a coligação siga atrelada ao ex-governador.
Procurado pela Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, deu o tom oficial da legenda. Disse, em poucas palavras, que considera amadorismo discutir o futuro de Castro neste momento.
Nos bastidores, porém, o relógio anda mais rápido do que o discurso público.

Cláudio Castro


