O deputado Robinson Almeida criticou a renovação do contrato da Neoenergia Coelba por mais 30 anos, afirmando que a empresa prestou serviços ruins e atrapalhou o desenvolvimento da Bahia. Ele destaca que a Coelba falhou em satisfazer os consumidores e que há problemas como falta de energia e queima de equipamentos, especialmente no litoral. O deputado também cobra mais fiscalização e metas mais rígidas para a empresa.
Em entrevista ao podcast Projeto Prisma do Bahia Notícias, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou a renovação da concessão da Neoenergia Coelba. Mesmo apoiando o governo, nesta segunda-feira (25), ele fez críticas diretas ao trabalho da empresa no estado.
São 30 anos de serviços ruins prestados à Bahia. Ela atrapalha o desenvolvimento econômico, a instalação de energia para a indústria, agroindústria, comércio e serviços. A Coelba falhou na satisfação do consumidor e da opinião pública, diz o deputado.
- A Coelba renovou o contrato por mais 30 anos, mas o deputado diz que os serviços são ruins
- Ele afirma que a empresa atrapalha o desenvolvimento da Bahia, especialmente na indústria e no comércio
- No litoral, bares, hotéis e restaurantes sofrem com falta de energia, principalmente em épocas de muito movimento
- O consumidor perde equipamentos elétricos por causa de problemas no fornecimento
- A Assembleia Legislativa recomendou não renovar o contrato, mas o governo fez a renovação com novas metas
O deputado também acrescentou que há várias áreas em que a empresa falha: "Em toda essa área litorânea da Bahia, bares, hotéis e restaurantes sofrem muito nas altas temporadas. O consumidor passa por interrupções e perde equipamentos eletrodomésticos", comenta.
Ainda durante a entrevista, o parlamentar afirmou que a situação da distribuidora na Bahia é menos grave que os problemas da Enel em São Paulo, e defendeu avanços na fiscalização da empresa no estado.
O que o deputado propõe para melhorar
"Se comparar com São Paulo, com a Enel, seria um Deus nos acuda. Nós conseguimos mudar muito o contrato e a forma de fiscalização da Coelba. A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) mandou um relatório recomendando a não renovação da Coelba. Agora haverá novas metas mais rígidas: pesquisa de opinião sobre satisfação do consumidor, tempo de religação quando há interrupção e metas de atendimento, principalmente diante da grande carência no oeste da Bahia", avalia.

Foto: Liz Barretto / Bahia Notícias


