23 de maio de 2026

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Governo promete novos leilões de portos e entrega de hidrovia

Política Infraestrutura 23/05/2026 15:55 Redação Digital canalrural.com.br

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que o governo vai fazer mais leilões para construir e administrar portos em 2026. Também quer entregar a Hidrovia do Paraguai para uma empresa cuidar. Isso pode ajudar a baratear o transporte de produtos como soja e milho, melhorando a vida de quem trabalha no campo.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou neste sábado (23), durante fórum realizado no Guarujá (SP), que a pasta prevê realizar novos leilões no setor portuário em 2026 e avançar na concessão da Hidrovia do Paraguai. Segundo ele, a agenda faz parte da estratégia de expansão da infraestrutura logística do país. O evento reuniu representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor para discutir desenvolvimento e competitividade.

  • O que é leilão portuário É quando o governo escolhe uma empresa para construir ou administrar um porto, geralmente por muitos anos, em troca de tarifas e investimentos.
  • O que significa concessão da hidrovia É entregar a uma empresa privada o direito de cuidar e cobrar pelo uso de um rio para navegação, como a Hidrovia do Paraguai.
  • Por que isso é importante Portos e hidrovias mais modernos podem reduzir o custo do frete e o tempo de viagem de produtos como soja, milho e carnes, que são exportados pelo Brasil.
  • Quantos leilões já foram feitos Três leilões portuários já foram realizados em 2026, e o governo planeja de 13 a 15 novos leilões até o fim do ano.
  • O que mais o governo quer Além dos portos, o acordo entre Mercosul e União Europeia pode aumentar as vendas do Brasil para fora em até 17% nos próximos 15 anos.

No painel sobre portos e hidrovias, Franca declarou que o Ministério de Portos e Aeroportos trabalha com uma carteira de leilões para ampliar a capacidade da infraestrutura nacional. De acordo com a fala do ministro, três leilões portuários já foram realizados neste ano e outros 13 estão previstos. No material de divulgação do evento, porém, também aparece a referência a uma faixa de 13 a 15 leilões em 2026, sem detalhamento adicional sobre a diferença.

O que é a Hidrovia do Paraguai

O ministro também citou a concessão da Hidrovia do Paraguai, apresentada como a primeira iniciativa do tipo no setor hidroviário. A hidrovia é uma rota relevante para o transporte de cargas de baixo custo por longas distâncias, com potencial de ampliar alternativas logísticas para produtos agropecuários e insumos, especialmente em regiões com integração aos corredores de exportação.

Por que os portos são tão importantes para o Brasil

Dados informados pelos ministérios de Portos e Aeroportos e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que os complexos portuários brasileiros respondem por cerca de 95% das exportações e importações do país. Para o agronegócio, esse dado é central porque o desempenho dos portos afeta o fluxo de soja, milho, açúcar, carnes, fertilizantes e combustíveis, além de custos de armazenagem, frete e tempo de embarque.

Acordo com a Europa pode aumentar as exportações

No mesmo encontro, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir mercado adicional para o Brasil. Segundo ele, com base em estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as exportações brasileiras podem crescer 17% nos próximos 15 anos. O material divulgado, no entanto, não detalha quais cadeias produtivas seriam mais beneficiadas nem os prazos operacionais das concessões mencionadas.

O que esperar para o futuro

A ampliação de leilões portuários e o avanço de concessões hidroviárias tendem a permanecer no centro da agenda logística em 2026. Para o setor agropecuário, o efeito prático dependerá da execução dos projetos, dos cronogramas de investimento, da segurança regulatória e da capacidade de reduzir custos no transporte até os portos. Até o momento, o governo não apresentou no material divulgado os editais completos nem estimativas consolidadas de impacto por cadeia produtiva.