A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso decidiu fazer visitas a hospitais de Cáceres, Sinop e Sorriso para verificar denúncias de problemas no atendimento, falta de remédios e más condições. Também cobrou explicações sobre as obras do Hospital Regional de Juína, que está atrasada.
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu nesta terça-feira (19) e definiu uma programação de visitas a hospitais do interior do estado. O objetivo é verificar de perto as condições de atendimento e cobrar explicações sobre as obras do Hospital Regional de Juína.
Presidida pelo deputado Dr. Eugênio (Republicanos), a reunião decidiu fazer inspeções presenciais em hospitais de Cáceres, Sinop e Sorriso. Isso porque chegaram denúncias de atendimento ruim, falta de materiais e problemas na administração dessas unidades.
- A primeira visita será em Cáceres, no dia 26 de maio.
- As visitas a Sinop e Sorriso serão em 9 de junho.
- O secretário de Saúde do estado, Juliano Melo, foi convidado para acompanhar as fiscalizações.
- O deputado Lúdio Cabral destacou que em Cáceres há denúncias de médicos sem receber salário há 4 meses.
- O diretor da obra do Hospital de Juína garantiu que a unidade estará pronta até o final de 2026.
Visitas técnicas para fiscalizar hospitais
A primeira visita técnica será realizada em Cáceres, no próximo dia 26. Já as agendas em Sinop e Sorriso ocorrerão em 9 de junho. A comissão também irá convidar o secretário de Estado de Saúde (SES/MT) Juliano Melo para acompanhar as fiscalizações.
Segundo Dr. Eugênio, as visitas terão caráter institucional e fiscalizador para verificar, in loco, a situação enfrentada pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nosso papel é fiscalizar e ouvir a população. Vamos verificar de perto as denúncias e entender o que está acontecendo nessas unidades hospitalares, afirmou o parlamentar.
Problemas graves no Hospital de Cáceres
O deputado Lúdio Cabral destacou a gravidade da situação do Hospital Regional de Cáceres. Temos denúncias de atendimento precário, falta de medicamentos, insumos, sobrecarga de profissionais e médicos há quatro meses sem receber. A Comissão de Saúde precisa verificar essa situação de perto, declarou.
Obra do Hospital de Juína está atrasada
Durante a reunião, a comissão também recebeu o diretor-presidente da Salver Construtora e Incorporadora Ltda., Sálvio Pedro Machado, responsável pelas obras do Hospital Regional de Juína.
A convocação foi aprovada por meio do Requerimento nº 300/2026, de autoria da comissão, para obter informações atualizadas sobre o cronograma da obra, considerada estratégica para ampliar a assistência em saúde na região Noroeste de Mato Grosso.
Machado afirmou que a unidade deverá ser concluída até o final deste ano. Segundo ele, o atraso ocorreu principalmente pela dificuldade de contratação de mão de obra na região e por alterações de projeto durante a execução da obra.
Fisicamente estamos com 75% da obra executados e a nossa previsão é até o final do ano terminar. A escassez da mão de obra é um dos maiores problemas, explicou.
O contrato inicial do hospital é de aproximadamente R$ 135 milhões e já teve prorrogação de dois anos. Conforme o empresário, mudanças técnicas e reequilíbrios contratuais impactaram diretamente no cronograma da obra.
Dificuldades na fiscalização de obras públicas
O deputado Dr. João (MDB) questionou as dificuldades relacionadas à fiscalização e às alterações de projetos durante a execução das obras públicas.
Alguns fiscais têm dificuldade e até inexperiência para tomar decisões quando representam o Estado, e isso acaba contribuindo para atrasos, pontuou.
Já o deputado Sebastião Rezende (União) reforçou a preocupação da comissão com a entrega das obras hospitalares.
Nosso desejo enquanto Comissão Permanente de Saúde é que essas obras sejam concluídas com a maior celeridade possível, disse.
Dr. Eugênio reforçou que a Comissão de Saúde continuará acompanhando o andamento das obras e cobrando transparência das empresas responsáveis.
Conselho de Saúde pode perder ouvidoria
Outro tema debatido durante a reunião foi o projeto do governo estadual que altera a composição do Conselho Estadual de Saúde e prevê a extinção da ouvidoria externa vinculada ao conselho. O deputado Lúdio Cabral informou que apresentou emenda para garantir a permanência da ouvidoria, considerada essencial para o recebimento de denúncias da população usuária do SUS.
Não podemos permitir a extinção da ouvidoria do conselho. É um instrumento importante para denúncias sobre falta de medicamentos, cirurgias e internações, destacou.
O ouvidor-geral da Defensoria Pública, Getúlio da Costa Ribeiro, alertou para os prejuízos que a medida poderá causar à população.
A ouvidoria do Conselho atende diretamente a população e permite que a Defensoria ajuíze ações para garantir medicamentos, cirurgias e tratamentos. A extinção representa um grande retrocesso para Mato Grosso, afirmou.



