O Tribunal de Justiça de Rondônia alerta para um novo golpe em que criminosos se passam por juízes e defensores para roubar dados bancários. Entenda o checklist de segurança para não cair na armadilha.
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) lançou um alerta urgente em 2 de setembro de 2026 contra um golpe sofisticado. Criminosos usam identidades falsas de juízes, oficiais de justiça e defensores públicos para enganar a população. A promessa é sempre a mesma: uma sentença favorável já foi emitida e agora é preciso fornecer dados bancários para "liberar" o dinheiro. O contato chega por telefone ou WhatsApp, simulando que o valor já está em conta judicial.
O objetivo dos golpistas é obter o número da conta, o nome do banco e a agência da vítima. Para aumentar a confiança, eles imitam o canal oficial do Judiciário. Em resposta, o TJRO divulgou o número do seu WhatsApp verificado para que a população possa confirmar a autenticidade de qualquer contato. A Ridolfinvest, fundo especializado em precatórios, reforça a necessidade de cuidado redobrado neste cenário.
- Golpistas se passam por juízes e defensores públicos.
- A promessa é de uma sentença favorável com dinheiro depositado.
- O golpe exige dados bancários por telefone ou WhatsApp.
- O TJRO disponibilizou canal oficial para verificação.
- Fundos de precatórios alertam para novas variantes do golpe.
A evolução do golpe: da mensagem genérica à encenação
O alerta do TJRO revela que o golpe deixou de ser simples. Agora, os criminosos constroem uma história completa: fingem que houve um julgamento, que o valor já está na conta e usam cargos específicos da justiça para parecer legítimos. Esse uso da autoridade oficial faz a vítima baixar a guarda e, sem desconfiar, entrega dados sensíveis que permitem o roubo.
Bernardo Ridolfi, sócio da Ridolfinvest, orienta que, diante de qualquer pedido de dado bancário para "liberar" um valor, a recomendação é parar imediatamente. A confirmação deve ser feita exclusivamente por um canal oficial verificado pelo tribunal, nunca pelo número ou link enviado pela pessoa que fez o contato inicial.
Checklist de segurança: o que fazer antes de negociar
A Ridolfinvest define três regras básicas de ouro para qualquer pessoa que for abordada por supostos funcionários da justiça ou compradores de precatórios. O objetivo é garantir que o credor nunca perca dinheiro ou dados.
- Não pague nenhum valor antecipado: tribunais e fundos sérios não cobram taxas prévias.
- Não compartilhe senhas, dados bancários ou números de cartão por telefone, mensagem ou e-mail.
- Confirme sempre a comunicação nos canais oficiais do tribunal, nunca pelo contato recebido.
Ridolfi reforça a regra principal: quem tem um crédito a receber não precisa pagar para recebê-lo. Nenhum tribunal pede dados bancários via WhatsApp para liberar valores. Se isso acontecer, trata-se de golpe, sem exceção.
A diferença entre golpe e venda legítima
Vender um precatório para um fundo especializado é legal e regulamentado, mas funciona de forma oposta ao golpe. Na negociação legítima, é o credor quem recebe o pagamento à vista, com um deságio (desconto) previamente acordado. O credor nunca é quem paga ou fornece dados para "receber".
Antes de fechar qualquer negócio, é essencial verificar a reputação e a regularidade da empresa. Exija um contrato formal e desconfie de qualquer intermediário que peça pagamento antecipado ou dados bancários em vez de fazer o pagamento a você. Com os alertas oficiais se tornando mais comuns, espera-se que outros tribunais no Brasil sigam a mesma linha de comunicação direta com a população.
A expectativa é que os credores adotem essa desconfiança básica: nenhum pagamento antecipado, nenhum dado bancário por canais não verificados e confirmação sempre pelos meios oficiais.

Alerta do TJRO sobre golpe do falso juiz (Ajustada por IA)



