A terceira fase da Operação Carbono Oculto investigou a aquisição da distribuidora Terrana. Mandados de busca foram cumpridos em sete estados brasileiros contra o grupo criminoso ligado ao setor de combustíveis.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), em parceria com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. O objetivo da ação é investigar um esquema de lavagem de dinheiro operado por uma organização criminosa ligada ao setor de combustíveis.
Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. A operação visa desarticular a rede financeira e identificar os envolvidos na movimentação ilícita de recursos.
- Alvos da operação: Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá.
- Outro investigado: Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos, que assinou um acordo de delação premiada com a PGR.
- Valores envolvidos: Mais de R$ 120 milhões movimentados por empresas usadas como "contas de passagem".
- Estado focado: Sete estados brasileiros são alvo de mandados de busca.
- Objetivo: Investigar a aquisição fraudulenta da distribuidora Terrana por meio de fundos de investimento.
Investigação revela esquema societário complexo
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPSP, o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária elaborada para a aquisição da distribuidora Terrana. A investigação aponta que o patrimônio foi ocultado por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.
Conforme os dados coletados, a aquisição da distribuidora ocorreu por intermédio de fundos e empresas criados especificamente para viabilizar a transação. Essa estratégia serviu para dificultar o rastreamento da origem dos recursos e a real propriedade dos ativos envolvidos no negócio.
Movimentação de mais de R$ 120 milhões
De acordo com o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas e contas bancárias utilizadas como "contas de passagem". Os recursos transitaram por diversas entidades antes de finalmente chegarem à estrutura responsável pela efetivação da aquisição da Terrana.

Justiça (IA)


