25 de outubro de 2026

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Golpe das placas solares: homem usa nome de empresa em Campo Grande para fraudar clientes

Polícia Golpe 15/09/2026 07:27 Redação Portal Primeira Página primeirapagina.com.br Campo Grande MS

Suspeito de 24 anos é investigado por aplicar golpes com instalação de energia solar em Mato Grosso do Sul. Ele utilizará o CNPJ de uma empresa de Campo Grande para enganar vítimas e arrecadar milhares de reais sem entregar o serviço.

Um homem de 24 anos é suspeito de aplicar golpes em clientes com a promessa de instalar placas solares. O investigado teria utilizado o Código Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de uma empresa sediada em Campo Grande para fechar negócios e atender pessoas da capital e de outras cidades em Mato Grosso do Sul.

Segundo o registro policial, uma das vítimas, uma mulher de 63 anos, descobriu o negócio através de um perfil nas redes sociais. Ao ligar para o número publicado na página, ela conversou com um indivíduo que se identificava como sócio da empresa de energia renovável.

  • O suspeito se fazia passar por empresário para ganhar credibilidade e fechar contratos fraudulentos.
  • Uma vítima de 63 anos foi uma das vítimas de um golpe com promessa de placas solares.
  • Foram cobrados R$ 11.000 antecipadamente e R$ 1,2 mil para suposto frete sem entrega.
  • A polícia registrou o caso como estelionato contra idoso na delegacia especializada.
  • As negociações eram feitas via app de mensagens e telefones, sem presença oficial da empresa.

A suspeita pediu que a mulher fosse até o escritório da companhia, situado em um edifício na Rua Rio Grande do Sul. Ao chegar ao local, a cliente percebeu que havia diversas salas no espaço, mas nenhuma delas possuía uma placa de identificação com o nome da empresa solar.

Durante a conversa com o suposto empresário, a vítima recebeu um contrato de compra que exibia um CNPJ ativo de uma firma real responsável pela instalação de painéis solares. No acordo, ficou definido que a mulher pagaria R$ 11 mil pela máquina de cartão de crédito e que os R$ 5 mil restantes seriam quitados no momento da montagem dos equipamentos.

As placas seriam instaladas na residência da filha da vítima, localizada em Corumbá. No dia 29 de junho, uma equipe esteve na casa indicada e realizou uma vistoria técnica no local. No entanto, em seguida, o suspeito entrou em contato com a mulher por um aplicativo de mensagens e exigiu o pagamento de R$ 1,2 mil referentes ao frete dos equipamentos até a cidade.

O valor foi transferido via Pix, mas, desde então, os produtos não foram entregues nem instalados na casa, conforme previa o combinado. Ao verificar novamente as redes sociais, a mulher encontrou comentários de outros clientes que afirmavam também ter sido enganados pelo mesmo homem.

Ao contatar a empresa dona do CNPJ usado no contrato, a vítima descobriu que o empresário seria, na verdade, um ex-funcionário daquele local e que estaria usando os documentos da firma para aplicar golpes. Pelo menos cinco pessoas relataram ter sido lesadas pelo individuo, que não devolveu os valores até o momento.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) com o tipo de crime de estelionato contra idoso e segue em investigação policial.