23 de outubro de 2026

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Terreiro em Santo Amaro é alvo de ataques racistas e religião é destruída

Polícia Racismo 14/09/2026 18:05 Redação do Bahia Notícias bahianoticias.com.br Santo Amaro BA

Cabeça de terreiro denuncia destruição de assentamento do Orixá Exú por pastor em Santo Amaro, BA; Polícia Militar reforça rondas e orienta registro de boletim para garantir segurança religiosa.

A ialorixá Mãe Deca denunciou ter sido vítima de ataques de racismo religioso contra o terreiro Ilê Axé Tonan Onirê, localizado no distrito de Acupe, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. O caso foi divulgado neste domingo (13) pela Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA).

A líder religiosa acusou um pastor da região, identificado como Sandro, de ter destruído por duas vezes um assentamento do Orixá Exú localizado em frente ao terreiro.

Abaixo, resumo rápido dos principais pontos da notícia:

  • Mãe Deca, de Santo Amaro, denuncia violência contra terreiro de candomblé
  • Assentamento do Orixá Exú foi destruído duas vezes por pastor local
  • Policia Militar reforçou rondas na área para proteger comunidades
  • Vítima foi orientada a registrar boletim de ocorrência na delegacia
  • Fatos teriam ocorrido em agosto; Polícia Civil ainda não se manifestou

Racismo religioso e destruição de espaços sagrados

Segundo a líder religiosa, a prática é vista como racismo religioso por atingir símbolos e locais de fé de povos afro-brasileiros. O Orixá Exú, figura central em muitas tradições, teve seu assentamento vandalizado em frente ao terreiro.

Após os episódios, Mãe Deca comunicou o caso à AFA, que acionou a Ronda Omnira, da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

Resposta institucional e orientações para registro de ocorrência

Em nota, a PM informou que tem realizado rondas na região para garantir a segurança e a tranquilidade das comunidades religiosas. A corporação afirmou ainda que a responsável pelo terreiro foi orientada a comparecer a uma delegacia, acompanhada de testemunhas, para registrar a ocorrência e adotar os procedimentos necessários para evitar novos episódios.

A PM ressaltou que o caso teria ocorrido no mês de agosto e que informações sobre a investigação e seus desdobramentos devem ser obtidas junto à Polícia Civil. A corporação também reafirmou o compromisso com a proteção dos direitos culturais e religiosos.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil não respondeu até o fechamento desta matéria.