Promotoria ordena continuidade das investigações sobre a morte de idosa Maria Anita da Silva, de 86 anos, exigindo que a Polícia Civil encontre e ouça o motorista suspeito de fugir sem prestar socorro.
O Ministério Público de São Paulo determinou que a Polícia Civil continue as investigações sobre o atropelamento que matou a idosa Maria Anita da Silva, de 86 anos, na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo, no ano passado. A polícia havia apresentado um relatório final sem conclusão e o caso deveria ser arquivado, mas isso significaria que o motorista que fugiu sem ajudar a vítima não seria devidamente investigado.
Após mais de um ano de apurações, a promotora de Justiça Andrea Maria Coelho Berti Rollo Barrou o encerramento do inquérito e ordenou o retorno dos documentos ao 31º Distrito Policial. O órgão terá que localizar e interrogar a pessoa responsável pelas chaves do veículo suspeito, mas que até hoje não foi ouvida pela polícia.
- A vítima era uma idosa de 86 anos, morta em março do ano passado.
- O caso está na Zona Leste de São Paulo, na Vila Carrão.
- O MP impediu o arquivamento após um relatório inconclusivo da polícia.
- O motorista fugiu sem prestar socorro após a colisão.
- A investigação busca localizar o dono das chaves de um BMW X1 azul.
Contradições e novas ordens da Promotoria
A investigação foca em um utilitário BMW X1 azul, rastreado por radares da CET e por dados de telemetria do fabricante. O caso reúne fortes contradições: o dono do carro alegou que o automóvel estava guardado em um estacionamento no momento da ocorrência. Contudo, o proprietário deste estabelecimento afirma que o carro só deu entrada no local meses depois.
A família de Maria Anita, representada pelo advogado João Francisco Raposo Soares, solicitou a intervenção do Ministério Público para manter as apurações ativas. O objetivo é cobrar uma resposta institucional definitiva, a fim de evitar que a tragédia fique impune.

Justiça (IA)


