Tropas federais serão mobilizadas para garantir a segurança e o voto livre em cerca de 5 mil locais de votação no estado do Rio de Janeiro, com foco em áreas controladas por grupos criminosos.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, declarou que o uso de forças federais nas Eleições de 2026, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é um reforço vital para a segurança. O objetivo principal é garantir que todos os eleitores fluminenses exerçam seu direito de votar livremente, sem medo ou interferências, no dia 4 de outubro.
Tavares ressaltou que, apesar da confiança nas polícias estaduais, a magnitude do evento exige uma mobilização excepcional. Ele destacou: "Temos plena confiança na atuação das forças de segurança do estado, mas uma eleição exige mobilização excepcionalmente grande".
Reflexos da Segurança no Voto Livre no Rio
A medida reforça a proteção dos cerca de 5 mil locais de votação que funcionarão simultaneamente. Segundo o desembargador, essa ampliação de segurança é crucial para assegurar que cada cidadão possa fazer sua escolha com tranquilidade.
O TSE aprovou por unanimidade o pedido de envio dessas tropas. A solicitação foi inicialmente aprovada pelo Colegiado do TRE-RJ no mês de julho, contando também com o apoio do governo estadual.
Para Tavares, o apoio federal é essencial devido às características específicas do Rio de Janeiro. A presença de áreas sob controle de organizações criminosas exige uma atenção redobrada das autoridades.
O magistrado alertou que a vigilância não se limita apenas a impedir atos de violência ostensiva. "Não trabalhamos apenas para impedir episódios ostensivos de violência. Nossa preocupação alcança também formas menos visíveis de intimidação e constrangimento", explicou o desembargador.
Integridade Democrática e Vigilância
Tavares enfatizou que, onde houver risco dessa influência criminal sobre a população, o Estado deve estar presente. "O voto tem que ser livre em cada seção eleitoral do Rio", acrescentou, garantindo que o controle territorial não se transforme em controle sobre a vontade popular.
Entre as ações planejadas estão a integração com órgãos de inteligência, a possível mudança de locais de votação considerados arriscados e a troca de dados entre instituições para proteger o processo.
O presidente do TRE-RJ garantiu ao eleitor: "O eleitor precisa chegar ao dia 4 de outubro com uma certeza: haverá uma estrutura robusta trabalhando para que ele possa entrar na seção eleitoral, fazer a sua escolha e sair dela sem qualquer tipo de intimidação ou interferência".
Segundo Tavares, proteger a eleição é, antes de tudo, o dever de garantir o direito fundamental de cada cidadão escolher seus representantes livremente.
As forças de segurança federais que atuarão nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro serão compostas por tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
- O TSE aprovou o uso de forças federais no RJ
- Haverá mais de 5 mil locais de votação
- Ação visa evitar intimidação de eleitores
- Exército, Marinha e Aeronáutica participarão
- Mudança de locais arriscados está prevista

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