24 de agosto de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Filha manda matar a médica que estudava adolescentes homicidas

Polícia Homicidio 24/08/2026 09:15 Guilherme Bernardo (Notícias ao Minuto Brasil) noticiasaominuto.com.br

A médica psiquiatra Tamela Dutcher, de Ohio (EUA), foi morta a tiros dentro de casa. A filha dela, de 18 anos, é suspeita de planejar o ataque junto com o namorado e um amigo. A motivação teria sido uma discussão sobre tarefas domésticas.

A médica psiquiatra Tamela Dutcher, que morava em Ohio, nos Estados Unidos, havia feito um estudo sobre adolescentes violentos e homicidas. Ela foi morta a tiros dentro de casa pelo namorado da própria filha, de 18 anos, e por um amigo dele, segundo a polícia. A investigação diz que Bryanna, a filha, planejou o ataque depois de brigar com a mãe.

Tamela estava sentada no sofá da sala quando Christian Evans, de 20 anos, e Dajameous Payne, de 21, entraram na casa, no condado de Delaware, por volta da meia-noite de 14 de agosto. Um único tiro atingiu o rosto da médica. Até agora, a polícia não disse qual dos dois atirou.

  • A filha Bryanna tinha 18 anos e namorava em segredo, porque os pais não aceitavam a relação com um homem negro.
  • Antes do crime, Bryanna discutiu com a mãe sobre tarefas domésticas que não foram feitas.
  • O namorado sugeriu matar a mãe e a filha aceitou a ideia.
  • Os dois atiradores esperaram 15 minutos do lado de fora da casa antes de agir.
  • Depois dos tiros, Bryanna tentou enganar a polícia apontando uma amiga da mãe como suspeita.

Quando ouviu o disparo, o marido de Tamela correu para ajudá-la. Os invasores também atiraram contra ele, mas erraram e fugiram. A médica foi levada a um hospital próximo, mas não resistiu.

Plano criado pela filha

De acordo com a investigação, Bryanna planejou tudo depois de discutir com a mãe sobre tarefas domésticas que deveriam ter sido feitas naquele dia.

A jovem namorava Christian em segredo porque tinha medo de que os pais, que ela descreveu como "muito racistas", descobrissem que ela estava com um homem negro e a expulsassem de casa.

Na noite do crime, Bryanna contou ao namorado sobre a briga. Christian então sugeriu que a mãe fosse assassinada. A jovem aceitou e ajudou a organizar o ataque.

Christian e Dajameous ficaram cerca de 15 minutos do lado de fora da casa, esperando Bryanna confirmar onde estavam os pais. Ela avisou que Tamela estava na sala e o marido no porão. Christian respondeu que os dois estavam colocando luvas e que iriam "eliminar os dois ao mesmo tempo".

Depois dos tiros, Bryanna disse à polícia que não tinha visto os responsáveis e apontou uma amiga da mãe como possível suspeita. Os investigadores dizem que ela mentiu várias vezes, dificultando o trabalho.

Christian e Dajameous foram identificados. A polícia flagrou Christian jogando fora uma sacola com um coldre e uma calça.

Estudo sobre homicidas

Em 2002, Tamela e Daniel Davis publicaram um estudo sobre adolescentes homicidas. O trabalho analisava características de jovens envolvidos nesses crimes, como sexo, relações familiares, raça e condição socioeconômica. A pesquisa ainda é usada como referência acadêmica para entender comportamentos graves na adolescência.