A Justiça de Mato Grosso divulgou um edital de intimação para localizar o ex-vereador Marcos Paccola, acusado de homicídio. A defesa afirma que ele está ciente do julgamento e mora no mesmo endereço.
A Justiça de Mato Grosso está tentando encontrar o ex-vereador de Cuiabá e tenente-coronel da Polícia Militar, Marcos Paccola. Ele tem um julgamento marcado para o dia 27 deste mês, às 9 horas, no Fórum de Cuiabá. Paccola é acusado de matar o agente de segurança socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, em 2022.
A informação foi publicada em um edital de intimação no Diário de Justiça Eletrônico Nacional. De acordo com o documento, Paccola está em local incerto e não sabido, ou seja, a Justiça não sabe onde ele está. O objetivo é avisar o réu sobre o julgamento.
- Marcos Paccola era vereador e é tenente-coronel da PM.
- O crime aconteceu em 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá.
- A vítima, Alexandre Miyagawa, foi morta com três tiros nas costas.
- O julgamento será quatro anos depois do crime.
- A defesa afirma que Paccola está ciente e mora no mesmo endereço.
O edital foi assinado digitalmente em 27 de julho e dá um prazo de 15 dias para a intimação. O processo está disponível no sistema PJe do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Segundo o documento, Paccola é réu em um processo de homicídio qualificado. A Justiça já decidiu que ele deve ser julgado pelo Tribunal do Júri no dia 27 de agosto, às 9 horas, no plenário da Capital.
A reportagem do Primeira Página conversou com o advogado Ricardo Monteiro, que defende o militar. Ele disse que Paccola está ciente do julgamento e mora no mesmo endereço desde o dia do crime. Ele já foi intimado várias vezes no endereço residencial. É uma surpresa ele não ter sido encontrado. Ele está ciente do dia do júri e tomou ciência pela defesa, declarou o advogado.
Júri marcado quatro anos depois do crime
O júri de Marcos Eduardo Ticianel Paccola foi marcado quatro anos depois da morte de Alexandre Miyagawa, conhecido como "Japão". Ele foi morto em uma rua com três tiros de arma de fogo nas costas, na noite de 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá.
Decisão da juíza
Em uma decisão de 16 de julho, a juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal, considerou o processo pronto para julgamento. Ela também negou um pedido da defesa para fazer uma reconstituição simulada do crime.
Na decisão, a juíza disse que a dinâmica foi documentada por câmeras de segurança e laudo pericial do local, com muitas fotos, suficientes para esclarecer os fatos perante o Conselho de Sentença.
Testemunhas
No julgamento, serão ouvidas quatro testemunhas do Ministério Público: o delegado Hercules Batista Gonçalves, a companheira de Alexandre, Janaina Maria Santos Cícero de Sá Caldas, e também Mariana da Silva Pin e Francisco Jucenilson da Silva Sousa.
A defesa também pediu para ouvir a ex-companheira da vítima, Janaina, Mariana da Silva Pin, além de Luciano Anechini Lara Leite, o Capitão PM Vitor dos Santos Feliciane e Wesley Diego da Silva Ferreira.
A juíza aceitou que sejam mostrados os objetos usados no crime, exceto a arma.

Ex-vereador Marcos Paccola deve enfrentar o Tribunal do Júri por homicídio de agente socioeducativo. Foto: Reprodução



