06 de agosto de 2026

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Polícia Federal faz operação contra fraudes em licenças de táxi na Bahia

Polícia Operação 06/08/2026 09:00 Redação Bahia Notícias bahianoticias.com.br

A Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão em Ipecaetá e Feira de Santana, na Bahia, para investigar suspeitas de fraudes na concessão de autorizações de táxi. Dois servidores públicos foram afastados por 60 dias.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (6) a operação Bandeira Livre 2, que investiga fraudes na emissão de autorizações de táxi em Ipecaetá, no Portal do Sertão baiano. Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Ipecaetá e Feira de Santana.

Dois servidores públicos foram afastados de suas funções por 60 dias, enquanto as investigações apuram a possível obtenção indevida de isenções de impostos, como IPI, IPVA e ICMS, por meio de permissões de táxi concedidas a pessoas que não exerciam a atividade.

  • A operação é um desdobramento de investigações anteriores sobre fraudes em autorizações de táxi na região.
  • Entre 2023 e 2025, a prefeitura de Ipecaetá emitiu 70 autorizações, com maior concentração entre 2021 e 2023.
  • Cinco permissionários atuais têm ocupações incompatíveis com a profissão de taxista.
  • Foram sequestrados veículos vinculados a cinco permissões investigadas.
  • O bloqueio de ativos financeiros pode chegar a R$ 33 mil por investigado.

As investigações apontam que as autorizações eram concedidas a pessoas que não eram taxistas de verdade, o que gerava benefícios fiscais indevidos. A PF também investiga a participação de agentes públicos responsáveis pela emissão e renovação das permissões, além da manutenção de cadastros e documentos fiscais do município.

Mandados e medidas judiciais

Dos nove mandados de busca e apreensão, oito são cumpridos em Ipecaetá e um em Feira de Santana. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Feira de Santana.

Também foi determinado o sequestro dos veículos vinculados a cinco permissões investigadas e o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 33 mil por investigado. Essas medidas visam garantir o ressarcimento aos cofres públicos e evitar que os envolvidos se beneficiem dos crimes.

Crimes investigados

Os investigados poderão responder por associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e crimes contra a ordem tributária, conforme a participação de cada um nos fatos. A PF continua as investigações para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado.