Alexandre Albara, investigado por integrar quadrilha que compra e transporta fuzis do Rio Grande do Sul para traficantes da Rocinha, foi preso em operação conjunta das polícias civis do RJ e RS. Ele tinha mandado de prisão preventiva em aberto.
Uma operação conjunta das Polícias Civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, realizada nesta quarta-feira, resultou na prisão de Alexandre Albara. Ele é investigado por integrar uma organização criminosa responsável pela compra e transporte de fuzis do estado gaúcho para traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV) que atuam na comunidade da Rocinha, na Zona Sul da capital carioca. Contra Albara havia um mandado de prisão preventiva em aberto pelos crimes de organização criminosa armada e comércio ilegal de arma.
- Alexandre Albara foi preso em operação conjunta das polícias do RJ e RS.
- Ele é suspeito de integrar quadrilha que compra fuzis no Rio Grande do Sul para abastecer a Rocinha.
- O grupo usava linguagem cifrada e veículos preparados para esconder armas.
- Quatro outros suspeitos seguem foragidos.
- A investigação começou após apreensão de fuzis em Seropédica, em abril de 2024.
A investigação que resultou na captura do suspeito foi realizada pela Polícia Civil do RJ, que acionou agentes de segurança do RS para prendê-lo naquele estado. A prisão é resultado de uma investigação iniciada após uma apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em abril de 2024, no município de Seropédica, na Baixada Fluminense. Na ocasião, foram encontrados dois fuzis calibre 7,62, uma espingarda calibre 12, quinze carregadores de fuzil, dois carregadores de espingarda e cinquenta peças de munição calibre 7,62.
O arsenal havia sido transportado do Rio Grande do Sul e, segundo as apurações policiais, seria entregue a traficantes da Rocinha. A apreensão revelou a existência de uma rota interestadual estruturada para abastecer a comunidade com armamentos.
Como a investigação avançou
A partir do flagrante, os policiais desenvolveram um trabalho de análise de dados telemáticos, comunicações digitais, comprovantes de transferências financeiras, registros bancários e vínculos entre aparelhos, contas e usuários. Também foi necessária a reconstrução cronológica das viagens, dos pagamentos e das tratativas relacionadas à aquisição, à ocultação, ao transporte e à entrega das armas.
Os elementos reunidos pelos investigadores permitiram identificar que integrantes da organização criminosa eram divididos por tarefas. A quadrilha era formada por financiadores, intermediadores, transportadores e operadores logísticos. Para driblar a polícia, o grupo usava linguagem cifrada, pagamentos fracionados, contas vinculadas a terceiros e veículos preparados para ocultar armamentos. Seus integrantes também monitoravam barreiras policiais e compartilhavam informações sobre a movimentação das forças de segurança ao longo da rota entre o RS e o RJ.
Papel de Alexandre Albara
Segundo as investigações, Alexandre Albara exercia função relevante nos núcleos financeiro e logístico da organização no Rio Grande do Sul, afirma a Polícia Civil do RJ. Ele teria contribuído para o custeio do transporte dos armamentos e prestado suporte à logística criminosa, valendo-se de conhecimentos ligados à preparação e à manutenção de veículos.
Foragidos
Após a prisão de Albara, permanecem foragidos: Deivisson Nunes Gonçalves, conhecido como Fê ou Têta; Renato de Souza Ferreira, o Renatinho; Marcelo Ferreira Lima, o Cabelinho; e Felipe de Souza dos Santos, o Paquito. Eles também tiveram a prisão preventiva decretada e são procurados pelas forças de segurança.
O preso foi submetido às formalidades legais e permanece à disposição da Justiça.

Alexandre Albara é investigado por integrar quadrilha que compra fuzis no RS e os transporta para a Rocinha Foto: Reprodução


