A Justiça determinou o afastamento de servidores, o bloqueio de até R$ 2,9 milhões em bens e a quebra de sigilo fiscal durante a segunda fase da Operação Gomorra, que investiga um esquema de fraudes em licitações na prefeitura de Campo Verde, em Mato Grosso.
O Ministério Público Estadual (MPE) deflagrou nesta quarta-feira (2) a segunda fase da Operação Gomorra, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos administrativos na Prefeitura de Campo Verde, a 134 quilômetros de Cuiabá.
No total, dez pessoas físicas, entre elas quatro servidores públicos, e oito empresas são investigadas pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal).
- A operação foi chamada de Gomorra, em referência à cidade bíblica conhecida por sua destruição.
- O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, é um dos principais alvos da investigação.
- A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 2,9 milhões em bens dos investigados.
- Durante as buscas, a polícia apreendeu R$ 17 mil em dinheiro vivo na casa de um suspeito.
- As empresas investigadas são todas sediadas em Cuiabá, capital de Mato Grosso.
Entre os principais alvos da operação estão o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira (União Brasil), e o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, que foi afastado cautelarmente do cargo por determinação da Justiça.
Também foram afastados os servidores Almir da Silva Limas, Carlos Roberto Pimenta e Olivete Gardim.
Além dos agentes públicos, são investigados os empresários Viviane Beloto Ribeiro, Vinicius Beloto, André Luiz Ribeiro, Adilson Mendes e Eneildo Fernandes de Alcantara.
As empresas alvo da investigação são Paulo Andreis e Cia Ltda, VB Serviços Automotivos Ltda, Art Car Veículos, Indianápolis Locadora, V2A Locação, Interlagos Locadora, V. Car Veículos e União Center Car Comércio Ltda, todas sediadas em Cuiabá.
Bloqueio milionário
Por decisão judicial, o secretário Rubens Anunciação Júnior, os empresários investigados e as empresas tiveram bens e ativos financeiros bloqueados em até R$ 2,9 milhões. Segundo o Ministério Público, a medida busca assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a movimentação de recursos que possam estar relacionados às supostas irregularidades.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal da empresa Paulo Andreis e Cia Ltda, permitindo o acesso às notas fiscais emitidas entre janeiro e agosto de 2024.
Dinheiro apreendido
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam R$ 17 mil em espécie na residência de um dos investigados. O valor será analisado no decorrer das investigações.
Operação cumpriu 26 ordens judiciais
Nesta segunda fase da Operação Gomorra foram cumpridas 26 ordens judiciais, sendo:
- Oito mandados de busca e apreensão;
- Quatro afastamentos cautelares de servidores públicos;
- Uma quebra de sigilo fiscal;
- Treze determinações de indisponibilidade de bens e bloqueio de ativos financeiros.
De acordo com o Naco Criminal, as diligências têm como objetivo aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades em processos licitatórios e na execução de contratos firmados pela administração municipal.
Até o momento, os investigados não se manifestaram sobre as acusações. O espaço permanece aberto para posicionamentos.

Acir Pauta Diária


