30 de junho de 2026

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MPRJ denuncia PMs por venda de arma apreendida em operação

Polícia Corrupção 30/06/2026 10:04 Camille Barbosa, da CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por venderem uma arma que havia sido apreendida. Nesta terça-feira (30), agentes cumprem mandados de prisão e busca contra três investigados na Baixada Fluminense.

Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo. Nesta terça-feira (30), uma nova fase da Operação Patrinus cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra três dos investigados, em Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

  • Quatro PMs são acusados de vender uma arma que foi apreendida pela própria polícia.
  • A arma, uma pistola 9mm, foi vendida por R$ 6 mil e o dinheiro foi dividido entre os envolvidos.
  • As investigações usaram mensagens, fotos e áudios do celular de um dos denunciados como prova.
  • Esta é a terceira fase da Operação Patrinus, que já investigou outros policiais por corrupção.
  • Em maio, 11 PMs foram denunciados por receber propina de comerciantes em Belford Roxo.

Os alvos são um cabo e dois sargentos da Polícia Militar. A ação é realizada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ, com apoio da Corregedoria-Geral da PM. Os mandados foram expedidos pela Auditoria da Justiça Militar.

A venda da arma apreendida

Segundo a denúncia, os policiais se apropriaram de uma pistola calibre 9 milímetros que havia sido apreendida durante uma ação na Comunidade da Caixa D'Água, em Belford Roxo, em 27 de julho de 2021. A investigação aponta que a arma foi vendida por R$ 6 mil e o dinheiro foi dividido entre os envolvidos.

De acordo com o Ministério Público, mensagens, fotografias e áudios encontrados no celular de um dos denunciados, além da análise de movimentações bancárias, indicam a comercialização da arma apreendida.

Abuso de poder

Ainda conforme a denúncia, os policiais teriam se valido da condição de agentes públicos e das facilidades proporcionadas pela função para cometer os crimes investigados.

Esta é mais uma etapa da Operação Patrinus, que já teve outros desdobramentos envolvendo policiais militares. Em maio deste ano, o MPRJ denunciou 11 PMs suspeitos de receber propina de comerciantes para prestar serviços de segurança durante o expediente em Belford Roxo. Em agosto de 2025, outros dez policiais foram presos sob suspeita de cobrar para garantir segurança utilizando viaturas, uniformes e armas da corporação.