A Polícia Federal está realizando nesta terça-feira a segunda fase da Operação Anafóra, que investiga lavagem de dinheiro de recursos públicos desviados, principalmente da saúde. Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão no Rio, Niterói e Duque de Caxias. Os alvos são suspeitos de usar laranjas para esconder bens e gastar dinheiro incompatível com a renda. Eles podem responder por organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal está realizando, nesta terça-feira, a segunda fase da Operação Anafóra. O objetivo é combater a lavagem de dinheiro que vem do desvio de recursos públicos, principalmente da área da saúde. Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Dez deles foram autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal e os outros quatro pelo TRF2, por causa de uma nova decisão do STF sobre foro privilegiado. Os endereços dos investigados ficam no Rio, em Niterói e em Duque de Caxias.
- A segunda fase da Operação Anafóra mira lavagem de dinheiro de desvios da saúde.
- Foram feitos 14 mandados de busca e apreensão em três cidades do Rio de Janeiro.
- Os suspeitos usam nomes de outras pessoas para esconder bens e fazem gastos que não condizem com a renda.
- Os crimes investigados são organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
- A primeira fase da operação, em 2022, investigou contratos suspeitos de R$ 563,5 milhões em Duque de Caxias.
A investigação sobre lavagem de dinheiro foi aprofundada depois da primeira fase da operação, em 2022. Descobriu-se que os investigados mantêm bens no nome de terceiros, fazem despesas que não combinam com a renda que declaram e participam de negócios com imóveis.
Os suspeitos podem ser acusados de organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Outros crimes podem surgir com o avanço das investigações.
Primeira fase
Na primeira fase, a Operação Anafóra investigou um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela prefeitura de Duque de Caxias. Os contratos e aditivos somavam R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos. Um dos alvos foi o ex-prefeito Washington Reis (MDB), que na época era candidato a vice-governador na chapa de Claudio Castro (PL). Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Reis.
Segundo a decisão da Justiça, a PF suspeita de favorecimento na contratação da Renascer Cooperativa de Trabalho (Renacoop) pela prefeitura, para prestar serviços médicos na rede de saúde municipal. A corporação também apontou indícios de que os preços foram superfaturados. Além disso, levantou suspeitas sobre uma doação de tanques-rede para peixes na Fazenda Paraíso, um centro de tratamento de dependentes químicos.
Na época, Washington Reis confirmou que recebeu os agentes em casa. Disse que atendeu os policiais e se colocou à disposição para dar explicações. Afirmou que nada de ilegal foi encontrado. O ex-prefeito disse ainda que os policiais estiveram na Fazenda Paraíso, onde também não encontraram nada ilegal. Ele destacou que o local é o maior centro de recuperação de dependentes químicos do país, com mais de 60 pessoas em tratamento.
O então governador e candidato à reeleição, Cláudio Castro, disse que respeita o trabalho da Polícia Federal e da CGU e que aguarda os desdobramentos da operação.



