26 de junho de 2026

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Polícia prende suspeitos de vender munição para facções no Rio

Polícia Crime 26/06/2026 10:16 Camille Barbosa e Roberta Camargo, CNN Brasil cnnbrasil.com.br

A Polícia Civil do Rio de Janeiro fez uma operação nesta sexta-feira (26) para prender um grupo que comprava e vendia munição de uso restrito para facções criminosas. Eles usavam documentos falsos de caçadores e atiradores para comprar mais de 10 mil munições de fuzil e pistola. A ação ocorreu em Rio das Pedras, zona sudoeste da capital, onde já foram presas quatro pessoas e apreendidos fuzis, pistolas e munições.

A Polícia Civil está fazendo, na manhã desta sexta-feira (26), uma operação contra um grupo investigado por comprar e fornecer munições de uso restrito para facções criminosas no Rio de Janeiro. A ação acontece na comunidade de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste da capital. A comunidade vive uma escalada de violência por causa da disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV) e milicianos pelo controle da região.

  • Dois suspeitos foram presos por mandados judiciais, um deles seria um traficante internacional de armas
  • Outros dois homens foram presos em flagrante perto da comunidade
  • Agentes apreenderam dois fuzis, uma pistola, munições e equipamentos eletrônicos
  • O grupo usava documentos falsificados de CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) para comprar munições
  • Em poucos meses, eles compraram mais de 10 mil munições de fuzil e pistola e 33 carregadores

Até o momento, dois suspeitos foram presos por mandados judiciais. Um deles seria um traficante internacional de armas, segundo os investigadores. Outros dois homens foram presos em flagrante no entorno da comunidade. Durante a ação, os agentes apreenderam dois fuzis, uma pistola, munições e equipamentos eletrônicos, que serão enviados para perícia.

Como o grupo agia

Segundo as investigações, o grupo usava documentos falsificados de CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) para comprar munições e carregadores de forma ilegal. As compras eram feitas junto a uma empresa especializada em Santa Catarina e também diretamente com uma fabricante de munições.

A apuração aponta que, em poucos meses, os investigados compraram mais de 10 mil munições de fuzil calibre 5,56 mm e de pistola calibre 9 mm. Além disso, foram comprados 33 carregadores, sendo 18 para fuzis e 15 para pistolas.

De acordo com a polícia, a operação quer desarticular o grupo, interromper o fornecimento ilegal de produtos controlados e identificar outros possíveis integrantes do esquema.