A Polícia Civil do Distrito Federal descobriu um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. Mais de 3,5 mil pessoas foram prejudicadas, com um prejuízo total de mais de R$ 5 milhões. A operação, chamada Parasitas, investiga a participação de funcionários do Banco de Brasília (BRB) e já cumpriu mandados de prisão e busca em várias regiões.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Parasitas, para investigar um esquema de descontos associativos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal. Segundo a corporação, mais de 3,5 mil pessoas teriam sido prejudicadas, com prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.
- A operação descobriu um esquema que descontava dinheiro sem autorização de aposentados e pensionistas do DF.
- Mais de 3,5 mil pessoas foram enganadas, e o prejuízo total passa de R$ 5 milhões.
- A polícia suspeita que funcionários do Banco de Brasília (BRB) ajudaram a fazer os descontos ilegais.
- Os criminosos usavam ligações telefônicas falsas para simular que as vítimas autorizaram os descontos.
- Já foram cumpridos 7 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão em várias cidades.
A investigação é conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor (Corf). De acordo com a apuração, associações envolvidas no esquema realizavam débitos automáticos sem autorização válida dos beneficiários. Os descontos eram processados por meio de contas vinculadas ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam contratos de adesão sem comprovação adequada de consentimento das vítimas. Para tentar dar aparência de regularidade às cobranças, o grupo teria realizado contatos telefônicos com aposentados e pensionistas e, depois, produzido transcrições falsas dessas ligações, simulando autorizações para os descontos.
A apuração também investiga a possível participação de servidores do BRB. A suspeita é de que funcionários com acesso aos sistemas da instituição tenham contribuído para a operacionalização dos débitos e para a manutenção da estrutura de arrecadação.
Mandados e regiões da operação
Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão, sendo quatro temporárias e três preventivas, além de dez mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em regiões do Distrito Federal, como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico, além de cidades de Minas Gerais, entre elas Belo Horizonte e Igaratinga.
Crimes investigados
Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, estelionato qualificado e fraude bancária. O nome da operação, Parasitas, faz referência à forma contínua como os valores teriam sido retirados dos benefícios das vítimas.
A operação ocorre em meio a um momento de maior pressão sobre o BRB, que também foi citado em investigações recentes envolvendo supostos descontos irregulares na folha de pagamento de servidores públicos do DF. A instituição ainda deve divulgar, no próximo dia 30, seu balanço financeiro, em meio aos impactos de operações relacionadas ao Banco Master.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


