13 de junho de 2026

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Justiça solta irmão do prefeito e Câmara de Bandeirantes fica em silêncio

Polícia Combustível 13/06/2026 11:02 Acir Pauta Diária pautadiaria.com.br

O juiz Francisco Vieira de Andrade Neto decidiu soltar Selmo Abrantes, irmão do prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes, que foi preso durante uma operação que investiga o desvio de combustível na cidade. O juiz disse que a prisão é uma medida muito séria e que, mesmo com a gravidade do caso, não havia motivos para manter Selmo preso. Agora, a Câmara Municipal ainda não falou nada sobre o assunto, o que está gerando cobranças dos moradores.

O juiz Francisco Vieira de Andrade Neto tomou uma decisão importante: ele mandou soltar Selmo Abrantes, que é irmão do prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes. Selmo estava preso desde a última quarta-feira, dia 10, por causa de uma operação que investiga o desvio de combustível na cidade.

Na sua decisão, o juiz explicou que a prisão antes do julgamento é algo que só deve ser usado em casos muito especiais. Ele disse que, mesmo o caso sendo grave, não existiam motivos fortes o suficiente para manter Selmo preso enquanto não houvesse uma condenação.

  • O juiz disse que a prisão preventiva (antes do julgamento) é uma medida excepcional, ou seja, só deve ser usada em último caso.
  • Selmo Abrantes foi preso em um imóvel na Rua Afonso Pena, onde também mora o prefeito Celso Abrantes.
  • A polícia suspeita que parte de uma carga de diesel estava sendo desviada antes de chegar ao lugar certo.
  • O motorista do caminhão, Paulo Cezar Soares, foi preso por furto qualificado (roubo).
  • Mensagens no celular do motorista indicam que o prefeito Celso Abrantes pode estar envolvido nas negociações do combustível.

O que Selmo precisa fazer agora

Com a soltura, Selmo Abrantes tem algumas obrigações. Ele deve manter seu endereço sempre atualizado nos papéis do processo. Além disso, todo mês, entre os dias 1 e 10, ele precisa ir até o Fórum para contar o que está fazendo e provar que continua morando no mesmo lugar. Ele também está proibido de chegar perto do outro investigado, Paulo Cezar Soares. A distância mínima é de 300 metros, e ele não pode falar com Paulo por telefone, mensagem, redes sociais ou por meio de outras pessoas.

A operação e a prisão

Selmo foi preso em uma casa na Rua Afonso Pena, que é o mesmo endereço onde o prefeito Celso Abrantes mora. A polícia chegou até lá depois de receber informações de que uma parte do diesel que estava sendo transportado estava sendo desviada antes de chegar ao seu destino final.

Os policiais monitoraram um caminhão e, quando chegaram ao local, prenderam o motorista Paulo Cezar Soares em flagrante. Ele foi acusado de furto qualificado. Selmo Abrantes também foi preso, mas por receptação (suspeita de ter recebido o produto roubado).

De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), mensagens encontradas no celular do motorista mostram que o prefeito Celso Abrantes pode ter participado das negociações do combustível. A investigação diz que o motorista ia descarregar 600 litros de diesel, vendidos a R$ 4 cada litro. Selmo disse aos policiais que ele era o responsável pela manutenção da oficina e que o descarregamento de combustível no local já tinha acontecido duas ou três vezes antes.

O que o prefeito disse

Depois que seu irmão foi preso, o prefeito Celso Abrantes gravou um vídeo e postou nas redes sociais. No vídeo, ele disse que Selmo estava sendo vítima de uma situação causada por questões políticas. Ele afirmou que o verdadeiro alvo das críticas era ele mesmo. "O irmão está sendo atingido porque eu sou político", disse Celso. O prefeito também tentou diminuir a gravidade do caso, dizendo que receber combustível na empresa era uma prática comum. Ele disse que cabia à Justiça descobrir como o produto saiu da transportadora sem a documentação certa.

Câmara Municipal ainda não falou

Enquanto as investigações continuam, os moradores de Bandeirantes estão esperando uma posição oficial da Câmara Municipal sobre o caso. Até agora, a Câmara não divulgou nenhuma nota ou comunicado sobre as prisões e as acusações que envolvem parentes do prefeito. Esse silêncio está gerando cobranças e críticas por parte da população.