Uma funcionária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi presa por envolvimento com tráfico de drogas. Ela foi demitida do cargo logo depois da prisão, que aconteceu em cumprimento a um mandado da Justiça de Sinop.
A servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Márcia de Souza Santos, foi presa na tarde desta quinta-feira (11) por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Horas depois, ela passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop. Márcia ocupava o cargo de assessora parlamentar e atuava na Primeira Secretaria da Mesa Diretora. A exoneração, feita por ato do presidente do Parlamento, Max Russi (Podemos), aconteceu logo após a prisão.
- Márcia trabalhava como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
- Ela foi presa por suspeita de tráfico de drogas na quinta-feira (11).
- A prisão aconteceu por causa de um mandado da Justiça de Sinop.
- Após ser presa, ela foi demitida do cargo na mesma quinta-feira.
- O juiz decidiu que ela deve ficar presa enquanto o processo anda.
"Ato nº1466/2026 a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, no uso das atribuições que lhe confere o Regimento Interno, Considerando o Art. 32, inciso II, alíneas “e” e “m” e Parágrafo único; resolve: Art. 1º Exonerar a servidora abaixo relacionada, do exercício do Cargo em Comissão, a partir de 11/06/2026", diz trecho da publicação.
A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela 5ª Vara Criminal de Sinop. Após ser detida, Márcia foi apresentada ao Judiciário, que analisou a legalidade da prisão e decidiu que ela deve continuar presa enquanto o processo segue em andamento.
O que o juiz decidiu
Na audiência de custódia, o juiz Anderson Clayton Dias Batista afirmou que continuam presentes os elementos que justificaram a decretação da prisão preventiva. "Analisando detidamente os autos, verifica-se que o mandado de prisão foi cumprido de forma regular, bem como que permanecem presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, já consignados na decisão que a decretou", destacou o magistrado.
Por que a prisão foi mantida
O juiz também apontou que não houve nenhuma mudança no cenário investigado capaz de justificar a soltura da agora ex-servidora. "Não se vislumbra ocorrência de fatos novos que alterem o quadro fático-probatório, vislumbrado na ocasião da prolação da recente decisão que consignou a necessidade da medida, de modo a justificar sua revogação", registrou.
O magistrado entendeu que a manutenção da prisão ainda é necessária, pois restou "evidenciado o perigo gerado pelo eventual estado de liberdade".



