11 de junho de 2026

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Motorista conta como desviava combustível para empresa do prefeito de Bandeirantes

Polícia desvio 11/06/2026 10:22 Acir Pauta Diária pautadiaria.com.br

O irmão do prefeito Celso Abrantes e um motorista foram presos suspeitos de roubar óleo diesel. O combustível era levado para uma empresa de máquinas que pertence ao prefeito. O motorista disse que vendia o diesel por R$ 4 o litro e que já tinha feito isso três vezes.

Na última quarta-feira (10), o irmão do prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes (PSD), e um motorista foram presos em flagrante por furto de óleo diesel. Segundo investigação policial, o combustível era descarregado em uma empresa de maquinários vinculada ao prefeito, localizada na Avenida Afonso Pena, e estava sob responsabilidade do irmão dele.

Durante a ação da Deleagro (Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato) e do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), constatou-se que o combustível furtado não possuía nota fiscal, o que reforça o caráter ilegal da operação.

  • O que aconteceu: O irmão do prefeito e um motorista foram presos roubando diesel de um caminhão-tanque.
  • Onde era o desvio: O combustível era levado para uma empresa de máquinas que pertence ao prefeito da cidade.
  • Quanto era roubado: Cerca de 600 a 800 litros de diesel eram desviados por vez, vendidos a R$ 4 o litro.
  • Como foi descoberto: A polícia suspeitou porque o combustível não tinha nota fiscal, o que é ilegal.
  • O que diz o prefeito: Ele disse que a empresa comprou o diesel e que voltaria para entender o que houve.

Em depoimento, o irmão do prefeito confirmou que a empresa, que possui caminhões basculantes e máquinas pesadas, fica em um sítio na cidade onde também reside o prefeito. Ele afirmou que contêineres e galões de armazenamento de combustível já estavam no local desde o início das atividades, mas que não tinha conhecimento da origem ou da gestão administrativa da empresa, nem da compra do combustível.

O motorista, que trabalha há 16 anos na transportadora, revelou que iniciou o desvio do combustível após conversas com colegas de postos de combustível sobre a possibilidade de vender parte do diesel do caminhão-tanque. Ele afirmou que essa era a terceira entrega furtada, sendo duas na empresa do prefeito em Bandeirantes e uma no bairro Nova Lima, em Campo Grande.

Conforme o relato do motorista, o volume desviado variou entre 600 e 800 litros por entrega, vendidos a R$ 4 por litro. Para não levantar suspeitas, ele fazia o desvio em pequenas cargas para diversos clientes. O irmão do prefeito teria sido o responsável por receber e armazenar o combustível desviado nessas operações.

A negociação do diesel, segundo o motorista, era feita por WhatsApp com uma pessoa que se identificava como Celso. O prefeito, presente em um evento em Campo Grande no momento da prisão, afirmou ao Midiamax que sua empresa havia comprado o diesel e que retornaria a Bandeirantes para se inteirar da situação.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.