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03 de junho de 2026

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Monique acusa ex-companheiro pela morte do filho Henry

Polícia Crime 02/06/2026 15:30 Anna Bustamante extra.globo.com

Pela primeira vez, Monique Medeiros disse que acredita que o ex-companheiro Dr. Jairo (Jairinho) foi o responsável pela morte do filho Henry Borel. Ela deu um depoimento detalhado sobre o que aconteceu na noite do crime e explicou por que mudou de ideia sobre o culpado.

Pela primeira vez desde o início do julgamento, Monique Medeiros detalhou aos jurados como viveu as horas que antecederam a morte de Henry Borel e afirmou acreditar que o responsável pela morte do menino foi Jairinho. Essa é a primeira vez que ela responsabiliza Jairo pela morte de seu filho. Em outras ocasiões, ela dizia só 'Deus' saber quem seria o culpado.

  • Monique culpou Jairinho: Ela disse que, depois de ouvir todos os depoimentos, passou a acreditar que foi ele quem matou Henry.
  • Ela descreveu o dia do crime: Contou como foi o dia 7 de março de 2021, desde a volta do menino da casa do pai até a tragédia.
  • Monique disse que foi dopada: Ela afirmou que Jairinho colocou um comprimido no vinho dela e a fez dormir.
  • Ela só viu o filho morto: Monique disse que acordou e encontrou Henry já sem vida, com os pés gelados.
  • Ela repetiu a versão da queda: No hospital, ela e Jairinho disseram que Henry caiu da cama, mas ela admite que não ouviu barulho.

Hoje eu entendo que foi o Jairo. Eu não vi, mas depois dos depoimentos eu acredito que tenha sido ele declarou durante o interrogatório nesta terça-feira.

Ao reconstituir o dia 7 de março de 2021, Monique contou que recebeu Henry de volta após um fim de semana com o pai, Leniel Borel. Segundo ela, o menino chegou ao condomínio, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, em um dia chuvoso e havia vomitado durante o trajeto.

A mãe relatou que Leniel chegou a se oferecer para levar Henry para Bangu, mas ela recusou porque o filho teria aula no dia seguinte. Depois disso, os dois teriam ido até uma padaria próxima ao condomínio. Após retornarem ao apartamento, Monique disse que encontrou Jairo no elevador. Segundo ela, o então companheiro disse que havia descido porque estava demorando a voltar e acreditava que ela ainda estivesse com Leniel, por sentir ciúmes da relação entre os dois.

Já durante a noite, Monique contou que deu banho em Henry, leu uma história para o filho e preparou a cama da criança. Segundo ela, colocou uma cadeira de amamentação ao lado da cama para evitar uma possível queda.

A ré afirmou que, entre a noite e a madrugada, Henry acordou três vezes chorando e gritando, sendo recolocado para dormir por ela. Depois disso, disse que Jairinho a chamou para o quarto de hóspedes e que adormeceu rapidamente.

Durante o interrogatório, Monique voltou a afirmar que acredita ter sido dopada naquela noite.

Jairo sempre me dava comprimidos à noite. Eu o vi espremendo um comprimido na minha taça de vinho disse Monique.

Segundo ela, Jairinho costumava insistir para que dormisse cedo porque desconfiava que ela conversava com outros homens durante a madrugada.

Monique afirmou que acordou após ser chamada por Jairinho, que teria dito ter ouvido um barulho vindo do quarto de Henry.

Ao chegar ao quarto, segundo seu depoimento, encontrou o filho de barriga para cima, descoberto, com as mãos e os pés gelados.

Ele estava com a barriga para cima e o pé gelado, olhando para o nada afirmou Monique.

Monique contou que Jairinho dizia repetidamente que Henry não estava conseguindo respirar e levantou a hipótese de que a criança pudesse ter engolido algum objeto. Ela disse que descartou essa possibilidade imediatamente.

A mãe relatou que pediu ajuda para socorrer o filho enquanto os dois seguiam para o Hospital Barra D'Or, no mesmo bairro. No local, segundo seu relato, uma equipe médica iniciou procedimentos de emergência e tentou reanimar a criança.

Ficaram duas horas e meia fazendo a massagem cardíaca disse Monique.

Monique descreveu que diferentes profissionais se revezavam nas manobras de ressuscitação enquanto parentes chegavam ao hospital. Segundo ela, Leniel foi um dos primeiros a aparecer após ser avisado.

A ré afirmou que, naquele momento, acreditava que a morte poderia ter sido provocada por uma queda da cama, já que não observava sinais aparentes de agressão.

Quando chegamos, Jairo disse aos medicos e aos familiares 'ele caiu da cama, ouvi um barulho'. Eu acabei repetindo isso, mas não ouvi barulho disse Monique.

Segundo ela, não havia nenhum sinal nem marca visível no corpo do menino.

Então, para mim, só podia ser uma queda de cama desabafou a mãe de Henry.

Monique afirmou que foi apenas ao longo dos cinco anos e, após acompanhar os depoimentos prestados durante o julgamento, que sua interpretação dos acontecimentos mudou.