Operações contra milícias avançam no Rio de Janeiro e em outros estados. Grupos armados controlam territórios e ampliam atuação para crimes financeiros.
O combate às milícias se intensificou em 2026 com operações integradas das polícias Federal, Civil e Militar. Os grupos paramilitares, que tradicionalmente atuam no Rio de Janeiro, expandiram sua atuação para outros estados e diversificaram suas atividades criminosas.
Investigações revelam que as milícias controlam não apenas territórios, mas também serviços ilegais como transporte alternativo, gás, internet clandestina e até mesmo atividades de grilagem de terras na Amazônia.
- Contexto: Milícias controlam 60% dos territórios dominados por grupos armados no Rio de Janeiro
- Dado relevante: 15 operações contra milícias foram realizadas em 2026, com 120 presos
- Impacto: Milícias são investigadas por lavagem de dinheiro através de empresas de fachada
- Desdobramento: Atuação de milicianos se expande para grilagem de terras na Amazônia Legal
- Perspectiva: Projeto de lei tipifica milícia como organização criminosa com pena de até 15 anos
Como as milícias atuam
Diferentemente do tráfico, as milícias operam com aparência de legalidade, controlando serviços e cobrando taxas de moradores. Elas se infiltraram em associações de moradores, sindicatos e até mesmo em cargos públicos em regiões periféricas.
Investigações em andamento
A Operação Dinastia, da Polícia Federal, investiga a ligação de milicianos com esquemas de lavagem de dinheiro através de postos de gasolina, transportadoras e construtoras. Já foram bloqueados mais de R$ 200 milhões em bens e ativos.
Milícias digitais
O conceito de milícia digital ganhou relevância em 2026. Grupos organizados atuam na disseminação de desinformação e ataques coordenados contra adversários políticos nas redes sociais, muitas vezes com financiamento de fontes ilícitas.



