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28 de maio de 2026

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Justiça de Sergipe desmente policial que matou mulher em hotel e agora pede prisão rigorosa

Polícia Feminicídio 27/05/2026 10:11 Redação bahianoticias.com.br

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) afirmou que o policial penal Tiago Sóstenes, que matou a empresária Flávia Barros em um hotel, não tentou se matar após o crime. As provas mostram que ele foi atingido de leve por tiros que bateram em outros lugares, e não por tentar tirar a própria vida. A vítima estava deitada na cama quando foi executada, e o MP pede uma pena de até 40 anos de prisão por feminicídio, com punições mais pesadas porque o suspeito era um agente de segurança pública.

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) desmentiu, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (26), a defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, acusado de matar a empresária e estudante de direito Flávia Barros dos Santos. O crime ocorreu em março deste ano. Tiago era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso e está preso preventivamente.

  • O MP-SE provou que Tiago Sóstenes não tentou se matar após o crime, como a defesa dizia.
  • Os ferimentos dele foram causados por tiros que bateram em outros objetos, não por uma tentativa de suicídio.
  • A vítima, Flávia Barros, estava deitada na cama quando foi morta, sem chance de defesa.
  • Celulares da vítima mostram que ela sofria um relacionamento abusivo com o policial, com violência anterior.
  • O MP pede pena de até 40 anos de prisão, com aumento por ele ser agente de segurança e usar arma da função.

De acordo com o MP, as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo suspeito no dia do crime. A alegação de que Tiago teria tentado tirar a própria vida após o disparo contra a empresária foi contestada pelos laudos técnicos.

"Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte.

O crime ocorreu em um hotel no Bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Ainda na entrevista, a promotoria informou que as circunstâncias do crime apontam que a vítima estava deitada na cama quando foi executada. Um vídeo divulgado pelo MP mostra o momento anterior à ação do policial. Ele chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.

Segundo informações divulgadas pelo g1 Sergipe, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que a estudante já havia sofrido episódios anteriores de violência.

O Ministério Público pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena.

"A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou a promotora Luciana Duarte.