A polícia de São Paulo e o Ministério Público contaram como encontraram uma transportadora usada pelo PCC para lavar dinheiro. A investigação começou há 7 anos, quando cartas foram achadas no esgoto de um presídio. No final, a influenciadora Deolane Bezerra foi presa e R$ 327 milhões foram bloqueados.
A história dessa investigação começou há 7 anos. Policiais penais estavam fazendo uma revista em uma cela do presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Eles encontraram cartas e bilhetes jogados no esgoto. Esse material foi entregue ao Gaeco, um grupo especial do Ministério Público que investiga o crime organizado. A partir daí, a Polícia Civil e o Ministério Público começaram a trabalhar juntos.
A investigação descobriu que os bilhetes tinham informações sobre uma transportadora. Essa transportadora era usada pelo PCC, uma das maiores facções criminosas do Brasil, para movimentar dinheiro. Os investigadores abriram três inquéritos policiais e começaram a seguir o dinheiro. Eles perceberam que a transportadora recebia depósitos de pessoas ligadas ao crime e depois devolvia o dinheiro de forma disfarçada.
- Bilhete no esgoto: A pista inicial foi um bilhete achado no esgoto do presídio de Presidente Venceslau, escrito por presos do PCC.
- R$ 327 milhões bloqueados: A Justiça bloqueou mais de R$ 327 milhões que estavam em contas de suspeitos e empresas de fachada.
- Deolane presa: A influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa por suspeita de ajudar o PCC a lavar dinheiro.
- Encontro na Itália: Deolane se encontrou na Itália com a sobrinha de Marcola, chefe do PCC, que está foragida.
- Carros de luxo: A polícia apreendeu 17 veículos, incluindo carros de luxo, e quatro imóveis dos suspeitos.
Os investigadores notaram que Deolane Bezerra, uma advogada e influenciadora com milhões de seguidores, tinha uma conta bancária que recebia dinheiro da transportadora. Segundo o delegado Edmar Caparroz, ela funcionava como uma espécie de "caixa" para o crime organizado. O dinheiro entrava na conta dela, se misturava com o dinheiro de outros trabalhos, e depois era devolvido para a facção quando eles precisavam.
Deolane foi presa na quinta-feira (21), um dia depois de voltar de uma viagem para a Itália. Lá, ela teria se encontrado com Paloma Camacho, sobrinha de Marcola (líder do PCC). Paloma está foragida na Espanha e é procurada pela Interpol. Também foi preso Everton de Souza, conhecido como Player, que seria o operador financeiro da organização.
Além das prisões, a operação Vérnix conseguiu bloquear mais de R$ 327 milhões. A polícia também apreendeu 17 veículos, incluindo carros de luxo, e quatro imóveis. A operação contou com apoio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, essa é mais uma vitória no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

Por meio da quebra do sigilo fiscal e bancário, a investigação descobriu que Deolane mantinha vínculos com a transportadora Foto: Governo de São Paulo/Divulgação


