A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que uma mulher envenenou o marido com veneno de inseticida. Ela e o amante foram presos. O crime aconteceu em Videira, SC, e o plano era ficar com o dinheiro dele. O homem, que era dono de uma funerária, morreu em fevereiro.
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou a esposa de um homem que morreu em Videira, na região central do estado, sob suspeita de envenená-lo com substâncias tóxicas.
- A esposa e o amante planejaram tudo para ficar com o dinheiro do marido, que era dono de uma funerária.
- O veneno usado foi encontrado em inseticidas, e o empresário, de 54 anos, foi envenenado aos poucos.
- O casal de suspeitos tentou disfarçar o crime para parecer morte natural.
- O homem começou a passar mal em janeiro de 2026, mas só morreu em fevereiro.
- Os dois estão presos: a esposa em Chapecó (SC) e o amante em Palmas (PR).
Segundo o inquérito, a mulher e um homem identificado como amante dela, que também foi indiciado sob suspeita de homicídio qualificado, foram responsáveis pela morte do empresário do ramo funerário Pedro Rodrigues Alves, 54, em fevereiro deste ano.
Questionada por telefone, a polícia não confirmou as identidades dos suspeitos, e a reportagem não identificou as defesas até a tarde desta quarta-feira (19).
Como o crime aconteceu
A Delegacia de Investigações Criminais de Videira disse que o envenenamento começou em janeiro de 2026, em meio aos casos de contaminação por metanol em bebidas destiladas no Brasil, que levaram 22 pessoas à morte entre setembro e dezembro.
Os exames apontaram que Pedro tinha um quadro de intoxicação por substâncias tóxicas encontradas em produtos inseticidas.
Os suspeitos tiveram a prisão temporária convertida em preventiva após o indiciamento no dia 13. A mulher está detida em Chapecó (SC) e o homem foi preso fora do estado, em Palmas, no sudoeste do Paraná.
O que os suspeitos podem pegar
Ambos podem responder por homicídio qualificado por envenenamento, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público deve avaliar denunciá-los formalmente à Justiça.
A vítima foi internada em estado grave. Ele morreu no dia 15 de fevereiro.
O plano do casal
Conforme a polícia, informações obtidas pela investigação mostraram que a esposa de Pedro mantinha um relacionamento extraconjugal com o outro suspeito havia no mínimo um ano, e os dois teriam articulado o crime para viver juntos e ficar com o patrimônio do marido.
Ainda segundo a investigação, o casal tentou ocultar provas do crime para fazer com que a morte fosse vista como resultado de causas naturais.

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