14 de maio de 2026

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Chefe de facção morto em confronto com a polícia

Polícia Confronto 14/05/2026 15:21 Geisy Garnes e Adriano Fernandes primeirapagina.com.br

Um homem de 32 anos, conhecido como chefe da logística do Comando Vermelho em Mato Grosso do Sul, morreu após reagir a uma abordagem policial em Sonora. Ele tinha uma longa ficha criminal com passagens por tráfico, tentativa de homicídio e violência doméstica.

Uma abordagem policial em Sonora, cidade a 362 quilômetros de Campo Grande, terminou com a morte de Lucas Adriano Caniza Santos, de 32 anos. O suspeito, conhecido como Lucão, é apontado como o chefe da logística da facção carioca Comando Vermelho, em Mato Grosso do Sul.

Os detalhes da morte de Lucas Adriano foram divulgados nesta quinta-feira (14) em coletiva de imprensa no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

  • Lucas era o responsável por organizar a entrada e saída de drogas e armas para o Comando Vermelho na região.
  • Ele já tinha passagens pela polícia por tráfico, associação criminosa e até violência doméstica.
  • Durante a abordagem, Lucas sacou uma arma e apontou para os policiais, que reagiram e atiraram.
  • Um comparsa que estava com ele conseguiu fugir durante o confronto.
  • A polícia diz que a ação faz parte de um trabalho diário para impedir que o crime organizado tome conta da região.

A abordagem foi realizada durante a madrugada. Segundo o Bope, os policiais reforçavam a segurança da cidade em apoio ao 5º Batalhão de Polícia Militar.

Lucas era monitorado há algum tempo e, ao ser abordado pelas equipes, reagiu, sacou uma arma e apontou para os policiais. Antes que os tiros fossem efetuados por ele, os militares agiram. O suspeito foi baleado e não resistiu aos ferimentos.

Um homem que estava com ele fugiu durante o confronto. A arma que estava com Lucas, um revólver calibre .38, foi apreendida.

Conforme a polícia, Lucas é integrante do Comando Vermelho e uma liderança regional da facção; atuava como chefe da logística.

O suspeito possuía uma longa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, associação criminosa, tentativa de homicídio, ameaça e violência doméstica.

De acordo com o tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva, comandante do Bope, Sonora e outras cidades do norte de Mato Grosso do Sul integram um ponto importante para a logística da facção, por serem divisas com outro estado. 'Esse tipo de organização é muito territorial. Ela busca estabelecer o território para tentar se expandir para o próximo, para a próxima cidade.'

Ainda conforme o comandante, o trabalho diário da polícia na região tem impedido que os criminosos assumam o controle. 'O crime organizado não impera no nosso estado.'