13 de maio de 2026

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Estupro coletivo de crianças em SP: Não consegui ver o vídeo até o fim, terrível, diz Nico

Polícia Estupro 03/05/2026 19:00 jovempan.com.br

O caso ocorreu em 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, bairro na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste da capital

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, disse neste domingo, 3, que em mais de quatro décadas atuando nas forças de segurança do Estado, não tinha se deparado com algo tão terrível quanto o caso do estupro coletivo de duas crianças.

“Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim, cena terrível, inesquecível, vai ficar no meu subconsciente por muito tempo”

De acordo com o secretário, um adolescente envolvido ainda não foi localizado pela polícia”Tem uma pessoa foragida ainda, que é o Christian (adolescente agressor). Mas temos equipes negociando com a família nesse momento para ele se entregar, que é melhor pra ele.”

Três adolescentes foram apreendidos. No final da tarde de sábado, 2, o único adulto envolvido foi encontrado após fugir para a Bahia. Eles vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de imagem de menor, corrupção de menores.

Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pela investigação, o caso primeiro repercutiu nas redes sociais, mas a ocorrência não tinha sido apresentada na delegacia.

“Assim que tomamos conhecimento, os investigadores saíram a campo, conseguiram localizar as vítimas, porque as vítimas estavam sendo pressionadas para não registrassem o boletim de ocorrência na delegacia. Embora na internet estivesse sendo divulgados os vídeos, a família não havia registrado o boletim.”

Janaína afirma que a irmã de uma das vítimas, que não mora mais na comunidade, recebeu os vídeos, reconheceu e levou o caso à delegacia. Mas ela não tinha informações sobre onde e quando os crimes ocorreram.

As famílias foram pressionadas para não acionar a polícia.“A família foi pressionada pela comunidade. Eles queriam resolver entre eles e não queriam que a polícia tomasse conhecimento.”

A investigação aponta que os agressores conviviam com as vítimas e se aproveitaram dessa relação para cometer os crimes.

“Eles eram vizinhos, e eles conviviam. As crianças tinham confiança neles. Foram soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel (de um dos adolescentes) porque eles passaram e falaram: ‘vamos soltar pipa Ah, entra aqui que tem uma linha””