22 de setembro de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Líbano vai precisar de força internacional após saída da ONU

Mundo Força Internacional 22/09/2026 10:02 Redação BRA 1 - Diário

Líbano vai precisar de força internacional após saída da ONU. Leia mais na BRA 1.

O primeiro-ministro do Líbano afirmou que o país precisará de uma força internacional para garantir a segurança após a saída dos soldados da ONU, conforme noticiado pelo UOL Notícias em 21 de setembro de 2026. A declaração ocorre em meio a um frágil cessar-fogo com Israel e à pressão para desarmar o Hezbollah, que ainda mantém influência no sul do território. A comunidade internacional, incluindo Estados Unidos, França e Irã, observa com atenção os próximos passos do governo libanês.

A saída dos capacetes azuis deixa um vácuo de segurança em uma região historicamente instável, onde o Exército libanês tem capacidade limitada de impor sua autoridade. A necessidade de uma força alternativa foi levantada pelo próprio premiê, que busca evitar o colapso do acordo de cessar-fogo mediado por potências ocidentais. O tema ganha urgência porque, segundo o Terra, a Guarda Revolucionária Iraniana exigiu que Israel se retire totalmente do Líbano, aumentando a tensão na fronteira.

  • O premiê libanês afirma que o país precisará de uma força internacional após a saída da ONU.
  • Israel precisa se retirar completamente do território libanês, segundo a Guarda Revolucionária Iraniana.
  • O primeiro apoio para desalojar o Hezbollah seria as Forças de Defesa de Israel apoiarem as forças libanesas, destaca a CNN Portugal.
  • O presidente libanês discutiu com Macron, Vance e Rubio a evolução do cessar-fogo, conforme dnoticias.pt.
  • Trump ameaçou atacar "com mais força" o Irã caso ele não trave seus aliados no Líbano, informa o Notícias ao Minuto.

O contexto remonta ao cessar-fogo estabelecido em meados de 2026, após uma escalada militar que envolveu bombardeios israelenses contra alvos do Hezbollah e o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, como noticiou o Opera Mundi em 20 de junho. O acordo foi costurado após uma ordem do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que interrompeu as operações no Líbano diante da crise internacional. Desde então, a presença da ONU tem sido vista como um tampão, mas a decisão de retirar os soldados pegou o governo local em meio a negociações delicadas.

Segundo a CNN Portugal, o primeiro apoio à mão para desalojar o Hezbollah é justamente a atuação das IDF em apoio às forças libanesas. No entanto, essa aliança é politicamente sensível, já que parte da população libanesa vê Israel como inimigo histórico. A saída da ONU pode forçar o Exército libanês a assumir posições que hoje são protegidas pela força internacional, sem que ele tenha recursos suficientes para conter grupos armados.

O presidente libanês, por sua vez, tem buscado apoio direto de líderes ocidentais. Na terça-feira, 23 de junho, ele conversou com o presidente francês Emmanuel Macron, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio sobre a evolução do cessar-fogo, de acordo com o dnoticias.pt. A reunião mostra que o Líbano tenta atrair garantias internacionais antes que a ONU complete sua retirada, mas as respostas ainda são vagas.

O vácuo de segurança deixado pela ONU no sul do Líbano

A operação de manutenção de paz da ONU, conhecida como UNIFIL, atua no sul do Líbano desde 1978, mas sua eficácia sempre foi limitada pela resistência do Hezbollah. A saída dos soldados significa que a área de fronteira com Israel ficará sob controle exclusivo do Exército libanês, que já demonstrou dificuldade em impedir ataques e infiltrações. Especialistas apontam que uma força internacional alternativa precisaria de mandato mais robusto, capaz de desarmar milícias e patrulhar a região com liberdade.

A declaração do premiê reforça que o governo não tem capacidade logística nem política para agir sozinho. O país vive uma crise econômica severa, com o Exército dependendo de ajuda externa para pagar salários e manter equipamentos. Qualquer nova missão internacional dependerá de financiamento e de mandato do Conselho de Segurança da ONU, o que pode levar meses para ser aprovado.

Pressão internacional e o papel das potências no cessar-fogo

As negociações envolvem atores com interesses divergentes. Enquanto França e EUA tentam consolidar o cessar-fogo por vias diplomáticas, o presidente Donald Trump adotou um tom mais duro contra o Irã. No domingo, 21 de junho, ele ameaçou atacar "com mais força" o Irã se os aliados de Teerã no Líbano não interromperem as ações contra Israel, conforme o Notícias ao Minuto. A declaração foi feita após o Irã ter fechado o Estreito de Ormuz em resposta à pressão israelense, um movimento que quase provocou uma crise global no abastecimento de petróleo.

A posição iraniana, por outro lado, é de exigir a retirada total de Israel. A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que qualquer presença israelense no Líbano é inaceitável e que Teerã apoiará as forças locais que resistirem à ocupação. Essas declarações contrastam com o apoio do premier israelense ao cessar-fogo, sugerindo que o acordo ainda é frágil e que a saída da ONU pode ser usada como pretexto para nova escalada.

Desdobramentos militares e o papel das IDF no apoio às forças libanesas

A CNN Portugal relatou que o primeiro apoio para desalojar o Hezbollah "à mão" é a atuação das IDF em apoio às forças libanesas. Isso significaria uma coordenação tática entre os dois exércitos, algo inédito nos últimos anos e que depende de autorização política tanto em Jerusalém quanto em Beirute. O governo libanês, no entanto, não confirmou oficialmente essa possibilidade, temendo reações internas de grupos que se opõem à normalização com Israel.

Na prática, as IDF já realizam operações pontuais contra alvos do Hezbollah em território libanês, mas uma cooperação estruturada exigiria a retirada completa das tropas israelenses e o estabelecimento de canais de comunicação confiáveis. O fechamento do Estreito de Ormuz, atribuído ao Irã, adicionou um componente de guerra econômica ao conflito, com impacto direto nas negociações. Há também o risco de que o Hezbollah preencha o vácuo deixado pela ONU antes que qualquer força internacional chegue.

A situação permanece incerta e o Líbano segue dependendo de decisões que fogem ao seu controle. O governo local aguarda os desdobramentos do Conselho de Segurança da ONU, que precisará discutir formalmente a nova missão e seus limites de atuação. Enquanto isso, a população do sul do país convive com o temor de que a saída dos capacetes azuis reabra as portas para novos confrontos entre Israel e o Hezbollah. O próximo passo deve ser uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança, ainda sem data marcada, para definir o futuro da presença internacional no Líbano.

Referências


Veja também sobre mundo internacional