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ONU exige investigação internacional em Gaza após descoberta de centenas de corpos

Mundo Gaza 15/09/2026 11:16 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Alto-comissário da ONU pede acesso a Gaza para preservar provas de possíveis crimes de guerra e identificar vítimas soterradas debaixo de escombros.

ONU pede acesso de investigadores a Gaza após descoberta de corpos

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou nesta terça-feira a entrada de investigadores internacionais na Faixa de Gaza. O objetivo é coletar e preservar provas sobre possíveis violações do direito internacional e crimes de guerra cometidos durante a ofensiva de Israel no território palestino.

Segundo Türk, restos mortais que aparentemente pertencem a famílias inteiras estão sendo retirados de locais devastados por ataques israelenses.

Em comunicado, o alto-comissário afirmou: Estão sendo exumados, atualmente, em locais devastados pelos ataques israelenses, os restos mortais do que parecem ser famílias inteiras.

A descoberta de uma grande quantidade de corpos sob os escombros na cidade de Gaza reacende as preocupações sobre possíveis crimes de guerra e outras violações graves.

ONU teme que os corpos encontrados sejam apenas uma parte do total de vítimas

Medo de que a maioria das vítimas ainda esteja soterrada

Türk expressou o temor de que os restos mortais recuperados até agora representem apenas uma fração mínima das vítimas que ainda estão soterradas na região.

Ele explicou que grande parte da Faixa de Gaza foi destruída por bombardeios ou por operações de demolição e remoção de escombros realizadas com máquinas pesadas e explosivos.

O alto-comissário alertou que, nas áreas onde as forças israelenses permanecem, os locais continuam sendo nivelados por tratores. Essa ação, segundo ele, pode comprometer restos mortais e possíveis evidências importantes.

Diante desse cenário, Türk defendeu que investigadores internacionais tenham autorização para entrar em todas as áreas da Faixa de Gaza.

O objetivo dessa medida seria preservar evidências de possíveis violações, inclusive em locais já destruídos, e permitir a documentação adequada das vítimas.

Relatórios detalham números e a demora na remoção de escombros

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que Israel tem recusado a entrada de equipamentos pesados destinados à remoção de escombros.

De acordo com os dados do órgão, a Defesa Civil palestina recuperou mais de 630 corpos e outros restos humanos dos escombros de edifícios destruídos em diferentes pontos da Faixa de Gaza entre novembro de 2025 e setembro de 2026.

A Defesa Civil palestina estima que mais de 8 mil pessoas, dadas como desaparecidas, ainda possam estar soterradas debaixo dos escombros.

Türk destacou a necessidade de documentar e identificar as vítimas, preservar informações forenses e amostras biológicas, registrar os locais de sepultamento e manter as famílias informadas sobre o paradeiro dos entes queridos.

O pedido da ONU busca garantir que possíveis evidências sejam preservadas e analisadas de maneira independente. Isso é crucial, especialmente em áreas onde a destruição de edifícios dificulta a identificação das vítimas e a reconstrução das circunstâncias de suas mortes.

Para garantir a verdade e o respeito às vítimas, o órgão internacional solicita:

  • Acesso imediato e pleno a todas as zonas de conflito
  • Acesso a forenses e antropólogos para identificação
  • Acesso a equipamentos pesados para a remoção de escombros
  • Acesso a documentos sobre locais de inumanidade
  • Acesso a depoimentos e relatos familiares