Líder da Coreia do Norte envia carta a Vladimir Putin reafirmando aliança militar e política, classificando o conflito como uma missão sagrada de defesa da justiça internacional.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, garantiu apoio inabalável ao presidente russo, Vladimir Putin. Ele classificou a guerra na Ucrânia como sagrada. Essas declarações foram feitas em uma carta enviada a Putin e publicada nesta terça-feira (15) pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte, a KCNA.
Na mensagem, Kim Jong-un afirmou estar totalmente convencido de que a Rússia vencerá o conflito. Ele se apresentou como defensor dos interesses de segurança russos e da justiça mundial. A declaração reforça o vínculo entre os dois líderes em meio à escalada da guerra que já dura mais de quatro anos.
Dados-chaves da aliança entre Coreia do Norte e Rússia
- A Coreia do Norte promete 'apoio inabalável' à Rússia no conflito com a Ucrânia.
- Cerca de 14 mil militares norte-coreanos já foram enviados a apoiar forças russas entre 2024 e 2025.
- Estimativas da Coreia do Sul indicam que 2 mil soldados norte-coreanos morreram no ano passado.
- Atualmente, há cerca de 6 mil militares do país asiático mortos ou feridos no conflito.
- Pyongyang pode enviar até 50 mil novos soldados, mas isso ainda não foi confirmado oficialmente.
O líder norte-coreano enfatizou a importância de aprofundar a cooperação entre os dois países. Ele declarou que o governo da República Popular Democrática da Coreia tem a vontade firme de expandir o trabalho conjunto com Moscou. Essa postura ocorre em um cenário de aprofundamento da participação militar de Pyongyang no esforço de guerra russo.
A Coreia do Norte transformou-se em um dos principais aliados de Moscou desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Inicialmente, o país asiático forneceu armamentos aos russos. Posteriormente, isso evoluiu para o envio de soldados para o campo de batalha.
Impacto humano e logístico na guerra
Entre 2024 e 2025, cerca de 14 mil militares norte-coreanos viajaram para apoiar as forças armadas da Rússia. Relatórios da Coreia do Sul estimavam que aproximadamente 2 mil soldados do país vizinho morreram no conflito no ano anterior. Novas avaliações apontam que o número total de mortos ou feridos entre os norte-coreanos é de cerca de 6 mil pessoas.
A envolvimento militar pode crescer ainda mais. Analistas ucranianos acreditam que Pyongyang tem a capacidade de enviar até 50 mil novos soldados para a Rússia. No entanto, não há confirmação oficial de que essa mobilização em larga escala tenha sido decidida. A tensão geopolítica permanece alta diante dessas projeções.
Além da guerra, a relação entre Kim e Putin envolve outros interesses. Especialistas apontam que a Coreia do Norte recebe benefícios econômicos e acesso à tecnologia militar russa. Essa troca é feita em contrapartida ao suporte logístico e humano que o país asiático fornece a Moscou.
A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022 e já ultrapassou a marca de quatro anos e meio de conflito. A carta divulgada recentemente reforça que, enquanto a guerra continuar, Kim pretende manter a Coreia do Norte ao lado da Rússia, buscando ampliar ainda mais a cooperação bilateral.

As declarações constam de uma carta enviada ao presidente russo e divulgada nesta terça-feira (15) pela agência estatal norte-coreana KCNA. Agência EFE


